Demanda em aeroportos brasileiros volta a crescer após impacto de guerra

Os terminais geridos pela Zurich Airport Brasil iniciaram um processo de retomada no fluxo de passageiros após sofrerem com quedas provocadas pelo conflito no Oriente Médio, que encareceu o querosene de aviação e reduziu a oferta global de voos. A avaliação foi detalhada pelo CEO da empresa, Ricardo Gesse.

Impacto do petróleo e recuperação gradual

Entre os meses de maio e agosto, as companhias aéreas reduziram assentos e cortaram rotas para mitigar custos com o combustível. No entanto, o cenário começou a se reverter a partir de setembro com a volta gradual dos passageiros. Segundo o executivo, o câmbio atual ajuda a amortiguar parte da alta do petróleo.

“Sim, existem cortes de demanda, sim, o mercado é afetado porque o preço sobe, mas eu não vejo essa crise como algo drástico. Não sei o que vai acontecer no futuro, mas, com as oscilações de preço que vemos hoje, eu acho que há uma perda, mas não é uma perda tão significativa”, afirma Gesse.

Atuação e investimentos no Brasil

De origem suíça, a companhia administra atualmente quatro terminais no território nacional: Florianópolis, Vitória, Macaé e Natal. Desde o início das operações no país, o grupo já aplicou R$ 1,4 bilhão em melhorias estruturais e destinou R$ 1,3 bilhão em pagamentos de outorga.

Expansão internacional e aviação regional

O aeroporto da capital catarinense se destacou pelo forte crescimento no número de viajantes estrangeiros, impulsionado por rotas tradicionais para a Argentina e pela expansão de voos regulares para o Chile, além da chegada de empresas como Copa Airlines e TAP.

No segmento regional, representado principalmente pelo terminal de Macaé, o executivo destacou a importância de companhias aéreas que possuem frotas flexíveis capazes de operar em mercados menores. A chegada de novas rotas operadas por grandes aeronaves eficientes tem ajudado a suprir lacunas nessa área.

Por fim, a gestora considera as concessões aeroportuárias uma política de Estado consolidada e mantém o Brasil como mercado prioritário para futuros investimentos, sem antecipar planos sobre o leilão do aeroporto de Brasília previsto para dezembro.

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