Bombeiro suspeito de matar estudante de medicina é preso em SP

O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, apontado como principal suspeito do homicídio do estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, foi detido na zona norte de São Paulo na manhã desta quarta-feira (7).

Tramitação judicial e restrição eleitoral

O Tribunal de Justiça de São Paulo havia expedido o mandado de prisão preventiva em desfavor do militar na última sexta-feira (2), atendendo a uma solicitação formal do Ministério Público estadual. O suspeito, contudo, permaneceu em liberdade temporária devido à vedação estipulada pelo artigo 236 do Código Eleitoral, que impede detenções eleitorais nos dias que cercam o pleito, exceto em situações específicas previstas na legislação.

Antes disso, o agente já havia comparecido ao quartel onde é lotado na segunda-feira (5), obedecendo a uma determinação direta da cúpula do Corpo de Bombeiros. Após se entregar no 13º Distrito Policial, localizado no bairro da Casa Verde, o investigado foi submetido a exames periciais no Instituto Médico Legal e encaminhado para o Presídio Militar Romão Gomes.

Dinâmica do crime no interior paulista

O crime ocorreu no dia 30 de setembro, em decorrência de um desentendimento no trânsito registrado na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, amplamente conhecida como Avenida do Povo, situada na cidade de Taubaté. A vítima cursava o quarto semestre de medicina na Universidade de Taubaté.

Imagens registraram o momento em que o jovem, após ser alvejado por disparos de arma de fogo, correu pela calçada pressionando o peito. Embora tenha sido socorrido e encaminhado com urgência ao Hospital Regional de Taubaté, ele não resistiu aos ferimentos graves.

Posicionamento jurídico e perícia

A Polícia Técnico-Científica realizou os exames periciais necessários na cena do crime e efetuou a apreensão da arma de fogo atribuída ao militar. O 11º Grupamento de Bombeiros esclareceu que o agente estava em situação de licença sem vencimentos, afastado de suas atividades habituais, e não prestava serviço na região do Vale do Paraíba.

Em nota oficial divulgada anteriormente, a defesa do acusado destacou que acompanha rigorosamente os desdobramentos do caso e que a estratégia jurídica será estruturada com base nas evidências coletadas ao longo da instrução criminal.

“Neste momento, a defesa técnica sustenta a tese de legítima defesa, a qual será oportunamente demonstrada e fundamentada à luz do conjunto probatório produzido no curso das investigações e do processo”, afirmou o advogado Claudio Rodrigues.

Deixe um comentário