O sistema judicial dos Estados Unidos articula novas acusações criminais contra Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, sob a acusação de envolvimento em torturas contra cidadãos norte-americanos encarcerados em penitenciárias na Venezuela. A apuração conduzida por procuradores federais ainda pode alcançar outros nomes do alto escalão da administração chavista, apontados como suspeitos de cumplicidade nos abusos.
Processos e investigações federais
A apuração abrange os episódios envolvendo mais de doze cidadãos dos Estados Unidos que foram detidos em território venezuelano durante a gestão de Nicolás Maduro, cujos encarceramentos receberam de Washington a classificação de detenções arbitrárias. Autoridades encarregadas do caso já colheram depoimentos de prisioneiros que obtiveram a liberdade, fundamentando o escopo sobre maus-tratos e violência institucional.
Imunidade de Delcy Rodríguez
Um desdobramento relevante ocorreu no âmbito de uma ação cível na Flórida, que resultou na condenação de Nicolás Maduro ao pagamento superior a US$ 314 milhões a três americanos que relataram sequestro e tortura. Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do governo venezuelano após a captura de Maduro em janeiro, constava originalmente como ré nesse processo.
Decisão diplomática e judicial
A defesa de Delcy Rodríguez pleiteou o direito à imunidade diplomática por sua condição de chefe de Estado, pleito endossado formalmente pelo governo venezuelano perante Washington. A gestão do presidente Donald Trump chancelou o entendimento, com o Departamento de Justiça emitindo parecer favorável após aval do Departamento de Estado.
As denúncias detalhadas nos processos mencionam métodos severos de coerção física e psicológica, incluindo choques elétricos, afogamento simulado e isolamento prolongado. Com o avanço das apurações, o objetivo central das autoridades norte-americanas é responsabilizar tanto os executores diretos quanto os mandantes das agressões cometidas no sistema prisional venezuelano.