O futebol mundial testemunhou o fim de uma era nesta semana com a despedida oficial de Lionel Messi da seleção da Argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 encerrou uma trajetória de 21 anos defendendo o país em uma noite marcada por forte emoção, lágrimas de torcedores, companheiros de equipe, da comissão técnica e do próprio atleta.
Homenagens e festa no Monumental de Núñez
Mais de 80 mil torcedores lotaram o estádio Monumental de Núñez para o amistoso contra o Benin. No minuto dez da partida, o público aplaudiu o craque de pé, enquanto drones no céu desenhavam a tradicional camisa dez e o rosto do jogador. Em campo, o ídolo participou diretamente dos dois primeiros gols ao cobrar o escanteio que resultou no tento de Otamendi e dar o passe para a finalização de Nico Paz.
O ápice da festa veio quando o lateral Giay sofreu um pênalti. A cobrança garantiu o centésimo vigésimo sexto gol de Messi em 208 jogos pela equipe nacional, consolidando ainda mais seu posto de maior artilheiro da história da seleção.
Legado e conquistas históricas
Durante o discurso pós-jogo na vitória por 3 a 0, o atacante afirmou que, se pudesse, atuaria eternamente pelo time nacional, onde ergueu a taça da Copa do Mundo em 2022 e faturou o bicampeonato da Copa América. Nas redes sociais, o brasileiro Neymar, ex-companheiro de Barcelona e Paris Saint-Germain, prestou sua homenagem:
“Obrigado por me fazer amar ainda mais o futebol, foi uma honra ter jogado contra você e, mais ainda, fazer história ao seu lado”.
Repercussão internacional e próximos passos
Na quarta-feira (7), o jogador publicou um texto em que reconhece a assertividade da escolha e define a trajetória como inesquecível. A postagem recebeu o comentário do português Cristiano Ronaldo:
“Leo, tantos anos defendendo seu país e uma história que ficará para sempre. Todo o meu respeito pelo que você conquistou pela Argentina”.
O craque também deixou sua mensagem final aos compatriotas: “Orgulho de ser argentino, de ter realizado o meu sonho com todos vocês. Muito obrigado! Amo vocês”.
Com o encerramento do ciclo na seleção, uma geração inteira de argentinos terá de se acostumar a ver o time em campo sem seu principal nome. Atualmente, Lionel Messi mantém vínculo com o Inter Miami, dos Estados Unidos, até o final de 2028, clube onde tentará alcançar a marca histórica de mil gols na carreira, restando 68 para o feito.