Papa Leão XIV cita Nossa Senhora Aparecida e pede proteção ao Brasil

O papa Leão XIV citou Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nesta quarta-feira (7) durante a Audiência Geral realizada na Praça de São Pedro, no Vaticano, e abençoou os fiéis do país a poucos dias da festa litúrgica de 12 de outubro.

Saudação aos peregrinos

A menção à santa ocorreu no momento em que o pontífice cumprimentava os fiéis de língua portuguesa presentes no evento papal, com foco especial nos grupos originários do Brasil e de Portugal.

“Uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, em especial aos grupos vindos do Brasil e de Portugal. Queridos irmãos e irmãs, na próxima segunda-feira, 12 de outubro, celebra-se Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Confio todos vós e as vossas famílias à sua intercessão maternal. Que Nossa Senhora vos proteja sempre! Deus vos abençoe!”, afirmou o pontífice.

Silêncio sobre controvérsias

O líder da Igreja Católica manteve-se totalmente neutro em relação às polêmicas políticas envolvendo a imagem da santa durante a campanha eleitoral brasileira, focando seu discurso exclusivamente na data religiosa. Os registros oficiais distribuídos pela Santa Sé não trazem qualquer comentário sobre o tema.

O uso da padroeira nas eleições

A imagem da Padroeira do Brasil esteve no centro de debates políticos na reta final do primeiro turno do pleito nacional, após a disseminação de boatos nas redes sociais que ligavam o candidato Flávio Bolsonaro (PL) a um suposto plano de destituir o título oficial da santa.

Na verdade, o projeto de lei mencionado nas postagens falsas datava de 2007 e já havia sido arquivado há anos, o que levou a Justiça Eleitoral a intervir para derrubar o conteúdo enganoso após acionamentos no TSE e no STF.

O episódio também gerou atritos institucionais quando Flávio Bolsonaro alegou que o Partido dos Trabalhadores teria fabricado a mentira com o apoio de pessoas ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), alegação prontamente rechaçada pela entidade católica.

Ignorando completamente o embate jurídico e político que marcou o cenário nacional, o Vaticano limitou sua abordagem à celebração espiritual da data festiva.

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