O Partido Novo declarou oficialmente nesta quarta-feira (7) seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno. A formalização ocorreu durante uma entrevista coletiva realizada no comitê do senador em Brasília, reunindo lideranças partidárias e parlamentares.
Aliança estratégica contra o Partido dos Trabalhadores
Durante o evento, o presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro, justificou o posicionamento da sigla destacando o principal foco da coalizão na reta final da disputa eleitoral. Nosso segundo objetivo é derrotar o PT, afirmou o dirigente do Novo ao formalizar o endosso ao candidato liberal.
A decisão consolida o alinhamento político iniciado dias antes pelo ex-governador mineiro Romeu Zema, que disputou a presidência no primeiro turno pela mesma legenda. Na segunda-feira (5), Zema utilizou as redes sociais para manifestar sua posição, declarando que é muito claro o risco que o Brasil corre com mais quatro anos de PT e acrescentando que, por coerência, estaria ao lado de Flávio na etapa final, repetindo o gesto feito em favor de Jair Bolsonaro em 2018 e 2022. No primeiro pleito, o ex-governador obteve 326.488 votos, alcançando a sexta colocação.
Convergência programática e força parlamentar
Apresentando os novos integrantes da bancada federal — composta por dez deputados e três senadores —, Ribeiro ressaltou que a união fundamenta-se em pautas econômicas e institucionais comuns. O objetivo da aliança é construir um programa de governo que una responsabilidade fiscal, valorização da iniciativa privada e respeito ao Estado de Direito, pontuou o presidente do partido.
Estratégia para a disputa de 25 de outubro
Ao lado dos dirigentes do Novo, Flávio enfatizou a relevância de expandir as bases de apoio e mobilizar o eleitorado em todo o país para o confronto decisivo contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), agendado para o próximo dia 25 de outubro.
Essa articulação integra uma série de adesões obtidas pelo candidato do PL desde o encerramento da primeira etapa do pleito. Na terça-feira (6), o governador Ronaldo Caiado (PSD) já havia declarado suporte em Goiânia, mesma decisão tomada pela federação formada por União Brasil e PP. Na apuração anterior, Flávio liderou a corrida presidencial com 56,1 milhões de votos (47,03% dos válidos), enquanto Lula somou 53,9 milhões (45,16%). Apesar do resultado discreto na disputa ao Executivo federal, o Novo superou a cláusula de barreira e ampliou sua representatividade regional, iniciando agora uma atuação integrada com o PL na fase derradeira da campanha.