Rio Uruguai sobe e obriga dezenas de famílias a deixarem casas no RS

O Rio Uruguai voltou a subir de forma preocupante no estado, deixando dezenas de famílias desabrigadas na fronteira oeste gaúcha. A situação mais crítica ocorre no município de Uruguaiana, onde moradores precisaram deixar suas residências às pressas com o avanço rápido da correnteza.

Apoio às famílias atingidas em Uruguaiana

Ao longo de todo o dia, equipes da Defesa Civil e do Exército atuaram no auxílio à população ribeirinha, ajudando a carregar caminhões com os pertences de quem teve que abandonar os lares. O nível do manancial está situado quase um metro acima da cota de inundação na região.

“É a primeira vez que eu pego a água aqui, que faz pouco que eu vim para cá. Foi aqui que a gente conseguiu comprar. Infelizmente, pega água, mas a gente… Dá um dó no coração sair da casinha da gente. Nesta noite nós nem dormimos direito”, conta a dona de casa Stefania Maia.

Para abrigar aqueles que não possuem outro destino temporário, a prefeitura disponibilizou o ginásio municipal. Diante da rápida progressão da enchente, muitos moradores optaram por alternativas imediatas de aluguel para escapar da área de risco.

“Agora, de tarde, ela já está na porta da minha casa, está vindo rápido a água. Por isso que eu me agilizei para sair de dentro de casa, porque eu acredito que hoje de noite já não dá para pousar mais dentro de casa”, afirma o pedreiro Clemerton Escobar Flores.

Previsão hidrológica e situação na capital

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, a expectativa é de que o cenário de cheia persista ao longo de toda a semana na fronteira oeste.

“No momento, em Uruguaiana, os níveis estão em lenta elevação. Então, está começando o processo de estabilização dos níveis e devem ficar acima da cota de inundação pelas próximas 48 horas ainda”, diz Camila Mattiuzi, engenheira hidróloga do Serviço Geológico do Brasil.

Enquanto isso, na região metropolitana de Porto Alegre, a Defesa Civil assegura que não há risco iminente de transbordamento. Contudo, medidas preventivas continuam ativas, como o fechamento das comportas na Zona Norte e nas imediações do aeroporto, devido ao lento escoamento das águas do Rio Gravataí em direção ao Lago Guaíba.

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