Um tubarão de aproximadamente 3 metros de comprimento completou quase três semanas preso em um canal artificial na cidade portuária de Busan, no sul da Coreia do Sul, após duas tentativas sem sucesso de reconduzi-lo ao oceano.
Fenômeno atrai multidões no litoral sul-coreano
O animal foi avistado pela primeira vez no dia 18 de setembro na área do North Port e rapidamente recebeu o apelido de “Bukangi”, uma alusão ao nome do porto no idioma local. Até a noite da última terça-feira (6), no horário de Brasília, o bicho permanecia confinado no local.
Desde o mês passado, a situação se transformel em uma grande atração turística na região. De acordo com veículos de imprensa sul-coreanos, mais de 1 milhão de pessoas já visitaram o entorno do canal na tentativa de avistar o exemplar marinho.
Operações de resgate fracassadas
A primeira tentativa oficial das autoridades para guiar o animal de volta ao mar ocorreu no final de setembro, empregando embarcações e jatos d’água. Contudo, o predador nadou na direção oposta e permaneceu dentro do canal.
Em uma segunda tentativa, as equipes montaram uma rede de cerca de 50 metros com o objetivo de diminuir o espaço livre e empurrá-lo para a saída. Embora tenha chegado a ficar a cerca de 80 metros do oceano, Bukangi acabou retornando para o interior do canal, conforme relatos da imprensa da região.
Identificação da espécie e monitoramento
Na terça-feira (6), especialistas do Instituto Nacional de Ciências Pesqueiras da Coreia do Sul confirmaram, por meio de exames em imagens detalhadas, que se trata de uma fêmea de tubarão-sombrio (Carcharhinus obscurus).
Conforme o jornal sul-coreano Chosun Ilbo, a identificação exata foi viável graças a traços específicos identificados entre as nadadeiras dorsais. O tubarão-sombrio pode superar os 4 metros de comprimento e figura na categoria “em perigo” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Diante dos dois insucessos, o governo local optou por paralisar as intervenções por enquanto, apostando que o animal consiga achar a saída para o mar por conta própria. Especialistas seguem monitorando os deslocamentos, as condições térmicas da água e a saúde do espécime, mantendo a possibilidade de uma terceira investida caso surjam indícios de vulnerabilidade.