O cobiçado Prêmio Nobel da Paz será revelado nesta sexta-feira (9), às 6h no horário de Brasília, diretamente da Noruega. A premiação é destinada a personalidades e entidades que tenham prestado serviços relevantes à humanidade e à fraternidade global durante o ano anterior à indicação.
Como funciona o processo de escolha
Diferente das demais categorias do Nobel, que ocorrem na Suécia, a honraria da paz é definida por um comitê norueguês composto por cinco membros escolhidos pelo Parlamento do país. Qualquer pessoa qualificada — como parlamentares, ministros, juízes internacionais, professores e antigos vencedores — pode submeter nomes sem precisar de convite prévio.
O prazo de indicações encerra-se em 31 de janeiro, dando início a uma triagem e elaboração de relatórios detalhados. Toda a documentação e a lista oficial de concorrentes ficam trancadas em um cofre em Oslo sob sigilo absoluto por meio século, embora os avaliadores possam revelar suas escolhas publicamente. O vitorioso leva para casa um diploma, uma medalha de ouro de 18 quilates e um prêmio em dinheiro avaliado em cerca de 12 milhões de coroas suecas, o equivalente a aproximadamente R$ 6 milhões.
Principais favoritos da edição atual
Para a disputa deste ano, 287 candidaturas foram registradas. Embora a relação oficial seja mantida em segredo, especialistas apontam nomes de peso entre os favoritos. O Tribunal Penal Internacional (TPI) e a Corte Internacional de Justiça (CIJ) figuram na lista pela defesa intransigente do direito internacional diante de pressões geopolíticas e do enfraquecimento do multilateralismo.
Outro destaque são as Salas de Resposta a Emergências, redes de voluntários que ajudam comunidades no Sudão afetadas por uma violenta guerra civil iniciada em 2023. O projeto ganhou relevância diante da queda no suporte internacional e de cortes no financiamento da agência de ajuda externa dos Estados Unidos. Na Ucrânia, o ativista Mykola Kuleba, fundador da Save Ukraine, e a organização Save the Children também despontam pelo resgate de menores e combate a violações em zonas de conflito.
Ciência, imprensa e apostas externas
A Estação Espacial Internacional aparece como forte concorrente por simbolizar cooperação científica pacífica, tendo abrigado cosmonautas e astronautas de 26 nacionalidades diferentes. Já o Comitê para a Proteção dos Journalists (CPJ) é lembrado pela atuação na defesa de profissionais de imprensa, especialmente em locais críticos como a Faixa de Gaza.
Por fim, nomes como o papa Leão 14, Iulia Navalnaia e a organização Médicos Sem Fronteiras correm por fora na disputa. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também comentou sobre a possibilidade de receber a comenda após retornar à Casa Branca.
“Não sei qual será a decisão deles. Eles têm a reputação de talvez não o concederem a pessoas como eu.”, declarou o líder norte-americano a jornalistas, acrescentando na sequência: “Fiquei muito honrado em recebê-lo indiretamente da última vez pela própria homenageada, que disse que ninguém na história o merece mais do que o presidente Trump.”