EUA vão transmitir ao vivo execução de ex-major por fuzilamento

Os Estados Unidos planejam transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan, ex-major do Exército condenado pelo massacre de 13 pessoas na base de Fort Hood, no Texas, em 2009. Marcado para o dia 3 de dezembro, o fuzilamento será realizado pelas Forças Armadas e representa uma medida inédita na história recente do país.

Histórico do atentado e aprovação da pena

A ordem para a execução foi sancionada pelo presidente Donald Trump após recomendação oficial do secretário de Defesa, Pete Hegseth, conforme detalhado pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell. O ataque ocorreu semanas antes de o ex-psiquiatra do Exército ser enviado ao Afeganistão. Durante a ação, que vitimou 12 soldados da ativa e um militar aposentado, além de ferir outras 32 pessoas, o atirador gritou “Allahu Akbar” —”Deus é o maior”, em árabe.

Atualmente com 56 anos, Hasan ficou parcialmente paralisado e confinado a uma cadeira de rodas após ser baleado pelas forças de segurança durante sua prisão. Especialistas apontam que ele deve se tornar o primeiro condenado a morrer por fuzilamento militar nos Estados Unidos desde novembro de 1945, logo após o término da Segunda Guerra Mundial.

Mudanças nos métodos e dificuldades logísticas

O pelotão de fuzilamento foi incluído recentemente pelo governo federal entre as alternativas para a pena capital nos crimes mais graves, junto com a eletrocussão e a asfixia por gás. A ampliação das opções ocorreu devido à escassez de substâncias utilizadas nas injeções letais, método que tem enfrentado falhas operacionais em diversos estados norte-americanos.

Críticas e o cenário das execuções militares

As execuções no âmbito militar são extremamente raras e dependem obrigatoriamente de autorização presidencial, conforme determina o Código Uniforme de Justiça Militar. O grupo Death Penalty Action, contrário à pena de morte, criticou a decisão em nota oficial, afirmando que “Não há nada que Donald Trump ame mais do que o poder de matar”.

Caso o procedimento seja concretizado, esta será a primeira execução militar no país desde 1961, ano em que o enforcamento foi utilizado. Atualmente, pelo menos cinco estados americanos preveem o pelotão de fuzilamento em suas leis, sendo que a Carolina do Sul retomou o método em 2025 após um hiato de 15 anos.

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