A família de Rebeca Oliveira Lobo, de 10 meses, vive dias de apreensão enquanto aguarda a liberação de um procedimento cirúrgico complexo pelo plano de saúde. A bebê foi diagnosticada com um estreitamento grave na traqueia e necessita de uma reconstrução do órgão para conseguir sobreviver, operação que envolve riscos por acontecer em uma região próxima ao coração, aos pulmões e aos brônquios.
Desafios médicos e o uso da tecnologia ECMO
O caso é considerado raro e exige a utilização da máquina ECMO, que funciona como uma oxigenação por membrana extracorpórea para realizar o suporte temporário da circulação sanguínea durante a intervenção. No entanto, o equipamento de alta tecnologia é restrito a UTIs específicas. Os familiares buscam realizar a operação no Hospital Israelita Albert Einstein, em Goiânia, que dispõe do suporte necessário.
“Estamos chorando muito e com medo. É um procedimento de risco, porque vai abrir o peito novamente, mas ela precisa para sobreviver”, contou a mãe Vilma Oliveira ao Mais Goiás.
Histórico de internações e risco de vida
A malformação congênita provoca o fechamento constante da traqueia da criança, exigindo intervenções de emergência para a realização de dilatações que já não apresentam a eficácia esperada. Em uma das ocorrências recentes, a menina quase foi a óbito em decorrência de uma insuficiência respiratória severa, o que resultou em quinze dias de internação na UTI.
“É um caso raro que tem pouquíssimos relatos no Brasil. […] Estamos apegados nessa chance”, disse a mãe.
Apoio familiar e próximos passos
A documentação necessária foi protocolada junto à operadora de saúde, que possui o prazo legal de dez dias para emitir uma resposta sobre o pedido médico. A traqueostomia foi descartada pela equipe médica devido à localização da estenose na via aérea.
“Ela odeia, chora muito. É péssimo para nós, mas ajudou”, relatou a família sobre o procedimento de aspiração realizado recentemente para aliviar o desconforto respiratório da criança.
Apesar da rotina intensa de internações desde os três meses de idade, os parentes destacam a resiliência da menina. “Ela é muito feliz, não para de sorrir. Isso nos motiva”, declarou a mãe sobre a bebê, que teve a condição identificada ainda nos primeiros meses de vida.