Pl teve votação expressiva e margem mínima entre líderes no RS

O Partido Liberal (PL) consolidou um resultado histórico no Rio Grande do Sul ao conquistar o governo estadual logo no primeiro turno — feito inédito desde 2010 — e emplacar o senador mais votado do pleito. A vitória foi marcada por uma forte coesão do eleitorado gaúcho, que demonstrou alto nível de fidelidade nas urnas para os principais cargos em disputa.

Estratégia alinhada e margem mínima

O governador eleito para 2027, Luciano Zucco, registrou 3.516.048 votos, assegurando a vitória com 58,05% dos votos válidos. Logo atrás, o senador eleito Ubiratan Sanderson obteve 3.453.316 sufrágios, o que representou 30,11% da preferência do eleitorado gaúcho. A diferença entre os dois aliados foi de apenas 62.732 votos, traduzindo-se em uma variação de somente 1,81% entre as duas candidaturas.

“Adotamos uma estratégia de fixar as duas candidaturas ao Senado à do Zucco ao governo e deu certo. Como temos os mesmos ideais políticos e uma relação de amizade muito grande, não foi difícil do eleitor identificar as 3 candidaturas como uma só”, analisa Sanderson.

Domínio no legislativo estadual e federal

além do sucesso nos cargos executivos e majoritários, a legenda obteve números expressivos na composição das casas legislativas. A sigla formou a maior bancada da Assembleia Legislativa gaúcha, conquistando 12 cadeiras e emplacando a deputada estadual mais votada, Adri Cherini. Na esfera federal, o partido também assegurou a maior bancada do estado na Câmara dos Deputados, com oito parlamentares, incluindo o deputado federal mais votado, Maurício Marcon.

Disputa acirrada pelo senado

A força dos candidatos do campo político se refletiu na disputa pela segunda vaga ao Senado. Marcel van Hattem (Novo), aliado de chapa e colega de bancada na Câmara, garantiu a vaga com 3.449.053 votos, ficando a pouco mais de 4 mil sufrágios de distância de Sanderson. Enquanto o representante do PL obteve 30,11% dos válidos, Van Hattem fechou a disputa com 30,08% da preferência popular.

Com essa configuração de forças, o cenário político gaúcho para o próximo mandato executivo e legislativo contará com forte predominância e alinhamento ideológico das lideranças vitoriosas nas urnas.

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