Claudio Lottenberg define gestão na Saúde e descarta negacionismo

Cotado para assumir o Ministério da Saúde em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), o oftalmologista Claudio Lottenberg, de 66 anos, evitou polêmicas sobre a postura da gestão de Jair Bolsonaro durante a crise sanitária. O médico classificou a condução da pandemia, marcada por episódios de negacionismo científico, como um tema superado.

Defesa de critérios técnicos

Em entrevista exclusiva, o especialista destacou que não pretende abrir mão de uma administração fundamentada em evidências científicas, mesmo que encontre resistência entre integrantes da base aliada que defendem pautas antivacina. Para aliados do senador, a escolha do nome funciona como um mecanismo de proteção para a campanha presidencial contra críticas direcionadas ao ex-presidente. No entanto, o entorno político avalia que a ocupação do cargo pode ter caráter temporário apenas para o período eleitoral.

Trajetória e propostas para o SUS

Com passagens pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo em 2005, pela presidência do Einstein Hospital Israelita e do UnitedHealth Group no Brasil, Lottenberg está licenciado de suas funções no conselho do hospital para preservar a neutralidade da instituição. Segundo o médico, a diretriz principal da campanha é aproximar o sistema de saúde do cidadão por meio de ferramentas digitais e otimizar os recursos financeiros existentes, elegendo prioridades como o fortalecimento da atenção básica e a melhoria no fluxo de dados clínicos.

Diálogo com o Congresso e os desafios futuros

Questionado sobre como pretende lidar com pautas conservadoras no parlamento, o médico apontou que o caminho envolve diálogo e convencimento embasado no conhecimento técnico, sem imposições. Ele também pontuou que o envelhecimento populacional exigirá discussões amplas sobre seguridade social e capacidade contributiva, além de ressaltar a importância de dar maior atenção aos impactos da saúde mental na rede pública.

Ao detalhar a proposta de implementar um modelo de excelência na rede pública, o médico explicou que a meta é entregar um serviço seguro e eficiente. O plano envolve resolver problemas estruturais que geram longas filas de espera, promovendo uma integração mais efetiva entre municípios, estados e o governo federal por meio de pactos e cooperação regional.

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