A produção industrial do país registrou retração em 10 dos 15 locais pesquisados durante o mês de agosto, conforme apontam os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM). No cenário nacional, considerando a passagem de julho para agosto, o indicador apresentou uma queda de 0,6%, segundo as informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Estados com as maiores quedas no setor
Os tombos mais acentuados na atividade fabril ocorreram no Pará (-7,3%), Amazonas (-5,7%) e Rio Grande do Sul (-4,5%). A lista de regiões com desempenho negativo é complementada por Ceará (-3,6%), Pernambuco (-2,5%), Espírito Santo (-2,5%), Santa Catarina (-1,5%), Goiás (-1,1%), além da Região Nordeste (-0,5%) e de São Paulo (-0,2%). Enquanto isso, Minas Gerais manteve estabilidade, registrando variação nula de 0,0% no período.
Regiões que registraram alta em agosto
Na contramão da tendência nacional predominante, taxas positivas foram observadas em apenas quatro unidades da Federação. A Bahia liderou os ganhos com avanço de 3,7%, seguida pelo Rio de Janeiro (1,1%), Mato Grosso (1,0%) e Paraná (1,0%).
Destaques de produtos por estado
Entre os itens que impulsionaram a economia paraense destacam-se minérios de manganês em bruto ou beneficiados, refrigerantes, águas minerais naturais, madeira serrada e alumínio não ligado. No Amazonas, a pauta abrangeu gás natural, cervejas e chope, óleo diesel, naftas, motocicletas e embarcações. Já no território gaúcho, os principais produtos foram resíduos da extração de soja, carnes de aves e suínos, vinhos, fumo processado e automóveis.
A pesquisa realizada pelo IBGE produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970, monitorando o comportamento do produto real nas indústrias extrativa e de transformação. O índice passou por uma reformulação em março de 2023, quando teve início a divulgação de uma nova série de índices mensais para o país.