A ex-senadora Kátia Abreu direcionou duras críticas à atuação da primeira-dama Janja da Silva na disputa pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista recente, a ex-parlamentar argumentou que a prioridade do grupo político deveria ser a conquista de votos para o petista, questionando o formato da participação nos atos públicos.
Estratégia eleitoral e o papel de Alckmin
Durante reuniões partidárias, a ex-senadora levantou a tese de que a campanha precisa de “mais Alckmin, menos Janja” para alcançar melhores resultados nas urnas. Na visão dela, o vice-presidente possui grande capilaridade política e pode transitar com facilidade por diferentes segmentos da sociedade que ainda demonstram resistência ao atual governo.
Para fundamentar sua avaliação, Kátia Abreu ressaltou a trajetória política do vice:
“Ele precisa aparecer mais porque ele ajuda muito, ajuda em São Paulo, ajuda no mercado financeiro, ajuda junto aos empresários, ele ajuda toda sorte”, declarou a ex-senadora, que também demonstrou apoio à possibilidade de Alckmin assumir eventuais pastas ministeriais no futuro.
Questionamentos sobre a comunicação oficial
Além das críticas à dinâmica dos comícios, a ex-senadora apontou falhas graves na forma como o Palácio do Planalto divulga suas realizações nas áreas de saúde e educação. Segundo sua análise, faltou eficiência para traduzir as entregas administrativas em capital político na reta decisiva da disputa eleitoral.
A ex-parlamentar encerrou sua avaliação cobrando a inclusão de profissionais experientes na formulação das narrativas públicas:
“Cadê os especialistas, comunicadores, pessoas que lidam com pesquisa, os estudiosos da área? Tem que montar um mini conselho. Não pode ser o Sidônio dono de tudo, absoluto numa crise desta. Ele falhou. Esse homem (Lula) tem um mundo de programas que qualquer Duda Mendonça faria um carnaval”, concluiu.