O pastor Silas malafaia, figura de forte ligação com a família Bolsonaro no segmento evangélico, conseguiu escapar da onda de derrotas que afetou diversas lideranças religiosas nas eleições parlamentares.
Balanço político e aliados vitoriosos
Segundo levantamento realizado por correligionários, o religioso declarou apoio a 36 postulantes ao Senado federal, conquistando 20 vitórias. Além disso, o grupo engajou esforços em campanhas para a Câmara dos Deputados e para os legislativos estaduais.
Entre os nomes que garantiram a recondução ao mandato de deputado federal estão pastor Marco Feliciano (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Felipe Martins (PL-GO) e Fábio Souza (PL-GO).
Vitórias em assembleias legislativas
Três nomes com o endosso do pastor também triunfaram nas disputas estaduais: Lisboa (PL), Sargento Neto (PL-PB) e Alexandre Isquierdo Malafaia — que adotou o sobrenome do líder religioso para o pleito, embora não possua parentesco, assumindo a vaga deixada por Samuel Malafaia após cinco mandatos.
O cenário eleitoral de 2026 trouxe impactos variados para figuras e igrejas de grande porte no país. A bancada evangélica da Assembleia Legislativa de São Paulo, que contava com 31 cadeiras, sofreu uma retração com a derrota de dez parlamentares na tentativa de reeleição.
Derrotas e disputas internas
Na corrida pela Câmara dos Deputados, diversos nomes também fracassaram no estado paulista, incluindo Gilberto Nascimento, David Soares, Daniel Soares, Edna Macedo e Cezinha de Madureira. Os reveses acabaram por avivar rivalidades históricas entre facções da Assembleia Deus.
Logo após o término do primeiro turno, o pastor José Wellington Júnior, à frente da Assembleia de Deus Ministério do Belém, celebrou o desempenho de seus indicados e direcionou críticas a opositores durante pronunciamento.
“Andaram dizendo por aí que iam ensinar o [Ministério do] Belém a fazer política, mas ainda bem que nós não aprendemos com eles, porque nós elegemos, eles não”, afirmou o pastor.
A mensagem foi interpretada como um recado ao Ministério Madureira, liderado em solo paulista pelo bispo Samuel Ferreira. Enquanto o grupo de Belém garantiu a permanência do deputado federal Paulo Freire (PL) e da deputada estadual Marta Costa (PSD), a ala de Madureira falhou em reeleger Cezinha e Oseias, além de não obter sucesso com os candidatos estreantes Elias e Rogério, todos filiados ao PL.
As duas instituições figuram como as principais expressões da Assembleia de Deus, maior denominação evangélica brasileira. Apesar das raízes compartilhadas, os ministérios mantêm uma disputa prolongada pela hegemonia e pela influência na política nacional.