Apesar de toda a capacidade da inteligência artificial para resolver problemas complexos, ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude frequentemente falham ao montar roteiros turísticos simples devido à forma como os comandos são formulados.
O segredo está em elaborar comandos inteligentes
O principal obstáculo no planejamento de viagens com tecnologia é a falta de contexto fornecida aos sistemas. “Eles não são oráculos”, afirmou Ethan Mollick, professor que estuda IA e seu impacto na Wharton School, da Universidade da Pensilvânia. “Pense nisso como trabalhar com uma pessoa inteligente.” Para obter roteiros realmente úteis, especialistas recomendam detalhar gostos pessoais, objetivos e informações coletadas com amigos ou guias, criando um perfil de viagem completo.
Interaja e descubra limitações das plataformas
Uma estratégia eficaz é pedir que o próprio bot faça perguntas de acompanhamento para refinar o roteiro. Além disso, é preciso considerar que as ferramentas possuem restrições de acesso à internet devido a bloqueios de direitos autorais ou falta de parcerias com sites específicos de turismo e gastronomia.
Riscos de informações falsas
Mesmo com acesso a dados em tempo real, os sistemas podem apresentar erros graves, recomendando estabelecimentos que já fecharam as portas ou locais inexistentes. Por isso, a verificação independente de cada ponto do roteiro continua sendo indispensável antes de iniciar o passeio.
Manter uma conversa ou projeto dedicado a viagens ajuda a salvar o histórico e permite ajustes em tempo real, transformando a inteligência artificial em uma aliada útil, porém que ainda exige supervisão constante.