O turismo estrangeiro no Brasil alcançou marcas históricas ao superar a marca de 9 milhões de visitantes em 2025. No entanto, esse desempenho expressivo e o livre acesso da população ao litoral brasileiro estariam ameaçados em uma possível gestão de Flávio Bolsonaro, segundo avaliação de Marcelo Freixo, ex-presidente da Embratur.
Profissionalização e inteligência de dados na Embratur
O ex-gestor da agência federal de promoção internacional apontou que o salto no setor turístico decorre de uma reestruturação profunda conduzida durante o governo Lula. De acordo com o deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro, a autarquia federal operava anteriormente como um espaço de apadrinhamento político.
“Nós cortamos isso e construímos uma equipe técnica muito reconhecida, que criou um centro de inteligência de dados que nunca existiu antes”, disse ele. “Temos uma experiência muito concreta do que foi feito em um governo, e do que foi feito no outro, né? É incomparável.”
Parcerias público-privadas e relações diplomáticas
Além da reformulação interna na agência, o crescimento dos indicadores é atribuído ao reposicionamento diplomático do país e a alianças estratégicas com o setor privado, que viabilizaram melhorias na infraestrutura aeroportuária e ampliação de rotas aéreas internacionais.
“Apresentamos os nossos números à AirFrance e hoje temos voos [de Paris] para Fortaleza, para Salvador… Também tivemos parcerias público-privadas que viabilizaram investimentos em aeroportos por todo o país”, disse. “Esses são exemplos concretos de boas relações público-privada. O problema é que eles querem, fundamentalmente, a privatização de espaços públicos, como as praias.”
Preocupações para o cenário eleitoral
O setor de viagens e hospedagem demonstra apreensão com os rumos da política pública voltada ao setor diante do segundo turno das eleições, visto que a movimentação econômica gerada atualmente atinge patamares inéditos na história do país.
A gestão federal elevou o fluxo de turistas internacionais de 3,5 milhões para 9,3 milhões, um crescimento que consolidou uma política bem-sucedida de geração de empregos e distribuição de renda, segundo a avaliação do ex-presidente da autarquia.