O petista goiano Olavo Noleto, ex-secretário-executivo do Ministério das Relações Institucionais, negou qualquer proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação ocorreu após a divulgação de delações que apontam supostas negociações ilícitas envolvendo membros do governo federal. Segundo a assessoria de Noleto, o político nunca obteve vantagens financeiras ou recursos originados pelo antigo controlador do Banco Master.
Defesa e repúdio às acusações
As declarações de Vorcaro vieram a público por meio de reportagens que mencionam um suposto repasse de R$ 30 milhões para financiar um documentário sobre o presidente Lula. Contudo, a Procuradoria-Geral da República não deu andamento às tratativas de delação devido à ausência de evidências concretas que sustentem os relatos do empresário.
“Olavo Noleto não tem qualquer relação com o banqueiro citado pela imprensa e jamais recebeu recursos financeiros ou quaisquer tipos de benefícios dele ou de pessoas a ele ligadas. Olavo não autorizou ninguém a falar em seu nome e repudia tentativas de vinculá-lo ao banqueiro”, informou a equipe do político goiano.
Contatos e reuniões sob investigação
Mensagens localizadas pela Polícia Federal no aparelho celular de Vorcaro indicam a existência de tratativas e a presença de Noleto em um jantar realizado em Brasília, no final de outubro de 2024. O encontro ocorreu na residência do ex-banqueiro e contou com a participação do então ministro Alexandre Padilha, chefe de Noleto na pasta federal.
Trajetória do político goiano
Natural de Goiânia, Olavo Noleto construiu sua carreira na gestão pública e em cargos estratégicos do Partido dos Trabalhadores. Atualmente, ele preside a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), após passagens por administrações municipais e pelo terceiro mandato da presidência da república.
Até o momento, investigações independentes e análises de mensagens não comprovaram o envolvimento de Noleto em esquemas de propina ou no suposto financiamento de produções cinematográficas, enquanto os órgãos de persecução penal mantêm os relatos sob ceticismo pela falta de provas materiais.