Navi Pillay é a 21ª mulher a vencer o Nobel da Paz desde 1901

A sul-africana Navi Pillay foi anunciada nesta sexta-feira (9) como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, tornando-se a 21ª mulher a receber a honraria desde a criação da comenda em 1901. A jurista se destacou globalmente por “seus esforços para promover a paz e o direito internacional” ao longo de sua carreira.

Trajetória e atuação internacional

De origem indiana e nascida na África do Sul, a jurista acumulou passagens por cargos de extrema relevância no cenário global. Ela atuou como juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) e também exerceu a função de Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos. No ano passado, Pillay liderou uma comissão da ONU focada em investigar o conflito na Faixa de Gaza. O grupo concluiu que Israel cometeu genocídio contra os palestinos, posicionamento que gerou forte condenação por parte de Tel Aviv.

Histórico feminino na premiação

A presença de mulheres na história do Nobel da Paz teve início em 1905, quando a austríaca Bertha von Suttner foi laureada. Desde então, a premiação contemplou mulheres em 18 edições distintas, seja de maneira individual ou compartilhada. Em contraste com a conquista feminina, 92 homens receberam a mesma honraria no transcurso do mesmo período histórico.

Sequência recente de premiações

Esta edição marca o segundo ano consecutivo em que o comitê escolhe uma mulher para a honraria. Em 2025, a premiada foi a líder opositora venezuelana María Corina Machado, reconhecida por sua luta pela democracia em seu país. Embora Machado tenha decidido entregar sua medalha ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a instituição reforça que o título permanece inalienável, visto que o prêmio é intransferível, impossível de ser compartilhado após a entrega e irrevogável.

Linha do tempo das mulheres laureadas

O reconhecimento global ao longo de mais de um século abrangeu diversas ativistas, políticas e pensadoras ao redor do globo. Entre as principais vencedoras históricas estão Narges Mohammadi (2023), Maria Ressa (2021), Nadia Murad (2018), Malala Yousafzai (2014), Ellen Johnson Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakkol Karman (2011), Wangari Maathai (2004), Shrin Ebadi (2003), Jody Williams (1997), Rigoberta Menchú Tum (1992), Aung San Suu Kyi (1991), Alva Myrdal (1982), Madre Teresa (1979), Betty Williams e Mairead Corrigan (1976), Emily Greene Balch (1946), Jane Addams (1931) e Bertha von Suttner (1905).

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