Ginecologista preso em Goiás soma 15 denúncias por importunação sexual

Um ginecologista de 71 anos foi alvo de prisão preventiva em Porangatu, município localizado no norte goiano, no contexto de uma apuração policial sobre importunação sexual cometida contra pacientes. O médico, que também exerce a função de legista e integra o quadro efetivo da Polícia Científica de Goiás, foi alvo de mandados cumpridos por equipes de segurança em três diferentes locais.

Operação policial e apreensão de armas

Durante as diligências realizadas pela Polícia Civil, os agentes vistoriaram a residência do investigado, o consultório onde atendia e uma fazenda associada a ele. Nos endereços, os policiais recolheram seis armas de fogo de diversos calibres, além de munições. Na casa do suspeito, localizada no Setor Oeste, foram achados dois revólveres carregados no interior de um veículo e uma arma longa escondida em um armário do dormitório. Já na propriedade rural, a corporação apreendeu duas espingardas e um revólver artesanal.

Conforme informações repassadas pelo delegado Stanislaw Monserrat, cerca de 15 mulheres já teriam procurado o Ministério Público de Goiás para relatar episódios envolvendo o médico, embora apenas uma vítima tenha formalizado o boletim de ocorrência diretamente na delegacia até o momento. Os autos do processo correm sob sigilo de Justiça para preservar as envolvidas.

Afastamento da rede pública de saúde

Além de prestar atendimento em consultório particular, o investigado atuava no Hospital Municipal de Porangatu, onde realizava consultas de pré-natal. A administração municipal comunicou o afastamento temporário do profissional assim que os relatos vieram à tona, instaurando paralelamente um Processo Administrativo Disciplinar para examinar a atuação dele na rede pública.

Em comunicado oficial, a Secretaria Municipal de Saúde declarou repúdio a qualquer conduta de violência ou abuso, prestando apoio às pacientes que trouxeram os casos a público. A pasta informou ainda que aguarda o desdobramento das investigações criminais para definir novas medidas administrativas.

Medidas adotadas pelas instituições

A Polícia Científica de Goiás determinou o envio imediato da documentação para a Corregedoria do órgão, que conduzirá uma averiguação interna de forma concomitante ao inquérito policial. Após ser detido na operação, Carlos Umberto Inácio Novais foi encaminhado à delegacia local, passou por exames médicos legais e ficou recluso à disposição do Poder Judiciário.

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