A tradicional caderneta de poupança no Brasil fechou setembro com um volume de retiradas líquidas que alcançou a marca de R$ 9,35 bilhões, conforme informou o Banco Central em dados publicados nesta sexta-feira (9).
Retiradas superam depósitos pelo quarto mês seguido
O resultado negativo de setembro consolida uma sequência desfavorável para a aplicação financeira, contabilizando o quarto mês consecutivo de evasão de capital. O único momento de alívio no ano ocorreu em maio, quando o cenário registrou entradas líquidas positivas.
Histórico de perdas e impacto no acumulado anual
As estatísticas mostram que a modalidade enfrenta uma trajetória de evasão anual de recursos de forma ininterrupta desde 2021, com predominância absoluta de meses fechados no vermelho. Somente nos nove primeiros meses do calendário atual, o montante total retirado pelos correntistas já atinge a marca de R$ 66,43 bilhões.
Divisão por sistemas de crédito
Analisando a origem dos recursos sacados no mês passado, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) foi responsável por um saldo negativo de R$ 6,19 bilhões. Paralelamente, o segmento de poupança rural contabilizou saques líquidos da ordem de R$ 3,16 bilhões.
Atualmente, o cálculo de rendimento da caderneta é composto pela taxa referencial (TR) somada a um ganho fixo de 0,5% ao mês. Essa regra de remuneração permanece ativa enquanto a taxa Selic estiver posicionada acima de 8,5% ao ano, sendo que o patamar atual dos juros básicos da economia brasileira está fixado em 13,75% ao ano.