O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirma torcer para que não haja “caos institucional” na relação entre Executivo e Judiciário caso Flávio Bolsonaro (PL) vença Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
Cenário político e expansão partidária
Ressalvando não acreditar que isso vá ocorrer, Kassab reconhece a situação conflituosa colocada pela eleição de uma bancada bolsonarista forte no Senado, que sinaliza buscar o impedimento de ministros do Supremo. “Impeachment não pode ser bandeira”, afirmou. Ele também admitiu que o PL tolheu o plano de expansão do PSD neste ano, mas rejeitou a ideia de derrota dado que o partido manteve boa musculatura eleitoral.
Posicionamento e reformas institucionais
O dirigente defendeu o fim da reeleição e o voto distrital misto, no qual o Legislativo é ocupado por candidatos escolhidos por região e por voto em partido ou lista. Sobre as propostas de mudanças constitucionais ventiladas pela oposição, ele pontuou que os candidatos precisam expor suas visões com clareza. “Eu acho que, seja ele ou seja o Lula, eles precisam realmente mostrar aquilo que estão pensando”, declarou.
Independência e futuro político
Mantendo as opções abertas, Kassab garantiu que a legenda apoiará iniciativas benéficas independentemente de quem assuma o Palácio do Planalto. Questionado sobre os riscos de instabilidade caso o oposicionista triunfe, ele reiterou sua confiança na solidez do Estado democrático. “Vou falar mais. Eu torço para não haver nenhum caos institucional, né? Eu torço pela estabilidade das instituições, das relações. Eu confio muito na estabilidade da nossa democracia, não acho que [o caos] vai acontecer”, concluiu.