Em uma entrevista, a artista britânica Tracey Emin diz que a vida se divide em três estágios.
A juventude e a crença na arte
O primeiro seria a juventude, tempo de uma inocência bem-vinda, quando ela acreditava nas pessoas e, acima de tudo, no potencial da arte de mudar o mundo —se mudou o dela, por que não poderia mudar o dos outros?
O segundo estágio: a caverna
O segundo estágio é o que ela chama de “a caverna”. Diferente da de Platão, é definida como um tempo em que nos distanciamos do nosso âmago. Como uma bola que girava em torno do próprio eixo e passa a ser puxada em outras direções, passamos a ceder à vaidade e a diversos estímulos externos, às expectativas dos outros, ao que a nossa sociedade considera sucesso.
A maturidade e o retorno ao interior
Por fim, o terceiro estágio, quando envelhecemos o bastante para voltar a nos aproximar de um certo despojamento e da inocência da juventude, conectados de novo com o nosso interior.
A experiência reflete trajetórias de busca pessoal, superação de expectativas sociais e a reconexão com os verdadeiros valores ao longo dos anos.