Ameaças a estudantes pró-lula mobilizam polícia e governo federal

A onda de ameaças contra estudantes universitários levou instituições de ensino superior a intensificarem a segurança nesta semana. O cenário de tensão ocorre em meio a atos e assembleias estudantis em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL) no dia 25 de outubro.

Alerta no ministério da educação e investigações policiais

O temor pela escalada da violência chegou ao Ministério da Educação, que solicitou atenção especial da Polícia Federal para o caso. Leonardo Barchini, titular da pasta, afirmou na última quinta-feira (8) que acionaria a área de crimes cibernéticos da corporação para investigar ameaças divulgadas nas redes sociais contra universidades. Segundo ele, o governo recebeu relatos de estudantes, professores e reitores e teme que a violência aumente. No Rio de Janeiro, a Universidade Federal Fluminense enviou à Polícia Federal capturas de tela com planos de ataque, enquanto a Universidade Estadual do Norte Fluminense registrou ocorrência na Polícia Civil devido a intimidações em grupos virtuais.

Confrontos e episódios de violência em campi pelo país

Em Minas Gerais, alunos da Universidade Federal de Minas Gerais relataram ameaças direcionadas a uma manifestação, e o deputado federal Rogério Correia formalizou um boletim de ocorrência. Estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto também relataram intimidações e ameaças de morte após convocar assembleias. Em São Paulo, o campus do Mackenzie foi palco de discussões e tentativas de agressão física entre manifestantes contrários e favoráveis ao petista, exigindo intervenção policial.

Ocorrências graves no Paraná, Sergipe e Rio Grande do Sul

A Universidade Estadual de Londrina elaborou um plano de contingência após a circulação de mensagens sobre explosivos em atos políticos. Já em Sergipe, um protesto em frente à Universidade Federal de Sergipe foi interrompido após a aparição de um policial militar armado, cujo afastamento já foi determinado pela Secretaria da Segurança Pública. No Rio Grande do Sul, o Ministério Público Federal abriu procedimento para apurar intimidações na Universidade Federal do Rio Grande do Sul após a entrada de simpatizantes do Movimento Brasil Livre.

Em Pernambuco, a reitoria da Universidade Federal de Pernambuco solicitou investigação federal sobre mensagens intimidatórias, enquanto autoridades apuram as causas de um incêndio que atingiu laboratórios da instituição, sem vínculo comprovado com as ameaças virtuais registradas até o momento.

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