Investigação da Polícia Federal aponta ligação de senador com esquema

Documentos obtidos pela Polícia Federal apontam que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, compartilhava uma conta bancária no Santander com o advogado e empresário Willer Tomaz. O empresário é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes no INSS. Ambos negam qualquer irregularidade.

Detalhes das mensagens bancárias

As tratativas envolveram correspondências eletrônicas trocadas entre uma funcionária de Willer Tomaz e a instituição financeira. O foco das mensagens era uma conta vinculada à Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, da qual o advogado figura como sócio.

No mês de maio de 2025, a funcionária enviou um pedido ao banco solicitando a desvinculação do parlamentar da conta associada ao empreendimento do empresário. A assessoria de comunicação do senador declarou que Flávio “nunca manteve conta tendo como usuário master o sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas”, acrescentando que “Toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa”.

O comunicado da defesa do parlamentar também pontuou: “Essas insinuações não surgem por acaso. Aparecem agora, em pleno período eleitoral, com um propósito único: espalhar fake news. É importante ressaltar que a divulgação de fake news é crime eleitoral. Os envolvidos pela divulgação de notícias falsas serão responsabilizados criminalmente”.

Posicionamento da defesa e investigações

Por meio de nota oficial, a assessoria de Willer Tomaz refutou o compartilhamento de conta bancária ou a existência de vínculos financeiros com o parlamentar, sustentando que “Entre os dois há apenas amizade, sem relação comercial ou financeira”. A defesa classificou os dados como falsos, informou a adoção de medidas jurídicas criminais contra a publicação e apontou suposta motivação eleitoral no vazamento.

Operação Sem Desconto e bastidores em Brasília

No primeiro semestre deste ano, Willer Tomaz foi um dos alvos da Operação Sem Desconto, ação que apura suspeitas de crimes financeiros ligados a fraudes no INSS. Conhecido em Brasília pelo trânsito entre ministros de tribunais superiores, o empresário tentou articular a indicação de Augusto Aras para o Supremo Tribunal Federal e negociou uma vaga no Conselho Nacional de Justiça antes de desistir da disputa.

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