A partir desta segunda-feira (12), a Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Goiânia passa a integrar 450 armas de choque elétrico em suas operações diárias. O armamento foi entregue na última sexta-feira (9) e será distribuído em até 110 viaturas da corporação, com o objetivo principal de imobilizar suspeitos em ocorrências de risco sem a necessidade de recorrer a disparos de armas de fogo.
Capacitação e funcionamento do armamento
Os novos dispositivos adquiridos são do modelo X2, capazes de provocar uma descarga elétrica que resulta na incapacitação temporária do indivíduo atingido. Embora sejam classificados como equipamentos menos letais, eles ainda oferecem riscos e demandam preparo técnico rigoroso para o manuseio correto. Cada aparelho tem capacidade para comportar até quatro cartuchos simultaneamente.
De acordo com o comandante da GCM, Gustavo Toledo, os agentes já possuem habilitação para manusear esse tipo de tecnologia e estão passando por um processo de atualização para operar especificamente o novo modelo. O primeiro lote entregue representa apenas o início da estratégia, já que a meta da gestão municipal é expandir a quantidade de dispositivos para contemplar integralmente todos os membros da corporação, conforme destacou o prefeito Sandro Mabel.
Novos veículos e reforço na frota
Além do armamento não letal, a corporação municipal foi contemplada com 18 motocicletas de 900 cilindradas destinadas ao grupo Garra, especializado em respostas rápidas. A expectativa é que os veículos agilizem o atendimento a chamados gerados pelas câmeras de monitoramento da capital, especialmente em casos de furtos e roubos.
Acesso a áreas verdes e inteligência
Para o patrulhamento ostensivo em parques municipais, a GCM recebeu quadriciclos, que garantem maior facilidade de trânsito em locais onde carros tradicionais encontram barreiras físicas. O pacote de melhorias logísticas incluiu ainda 118 computadores voltados para a otimização dos setores administrativos e das atividades de inteligência da força de segurança.
A prefeitura esclareceu que a compra dos equipamentos ocorreu por meio de articulação conduzida pela vice-prefeita Coronel Cláudia Lira junto ao Ministério da Justiça, embora o valor total investido na aquisição das armas de choque não tenha sido divulgado.