O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acolheu, na madrugada deste sábado (10), um recurso protocolado pelo Consórcio Fla-Flu para impedir a realização do duelo entre Vasco e Boca Juniors pelas semifinais da Copa Sul-Americana no estádio do Maracanã.
Reviravolta na justiça fluminense
A decisão que derrubou a autorização anterior foi proferida pela primeira vice-presidente do TJ-RJ, a desembargadora Suely Lopes Magalhães. Ela apontou um conflito de competência na decisão que havia sido concedida na noite de sexta-feira (9) pelo presidente da 23ª Câmara de Direito Privado, Marco Antônio Ibrahim, permitindo que o clube cruz-maltino mandasse o jogo decisivo no local.
De acordo com a magistrada, Ibrahim não possuía atribuição para reverter um entendimento prévio firmado pelo desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita, que se encontra em férias. O processo, portanto, deverá passar pelo crivo do colegiado da 23ª Câmara de Direito Privado.
Impactos na venda de ingressos e conflito de agendas
Mesmo com o impasse jurídico, a diretoria vascaína já havia comercializado 45 mil entradas para o confronto, todas direcionadas exclusivamente a sócios-torcedores, visto que a comercialização geral ainda não havia sido aberta.
Preocupação com a segurança pública
No centro da argumentação jurídica apresentada pelo Consórcio Fla-Flu, a desembargadora destacou que no exato dia do embate internacional, agendado para a noite do próximo dia 20 (uma terça-feira), o ginásio do Maracanãzinho sediará um clássico de basquete entre Flamengo e Botafogo, cenário que representaria riscos operacionais e de segurança para a região.
Com a nova determinação judicial, o mérito da disputa em torno da utilização do estádio precisará ser julgado futuramente. Antes da partida de volta, marcada para o solo carioca, o primeiro embate da semifinal continental ocorrerá na próxima terça-feira (13), no estádio da Bombonera, situado em Buenos Aires.