Um sismo de magnitude 7,7 atingiu o território panamenho na última sexta-feira (9), provocando o colapso de estruturas e deixando dezenas de feridos na região central do país, conforme balanço divulgado pelas autoridades locais neste sábado.
Epicentro e regiões mais afetadas pelo tremor
O abalo sísmico ocorreu às 12h56, no horário local, tendo o epicentro localizado a dez quilômetros de Pitaloza Arriba, na província de Herrera, na zona centro-sul do território. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a força do evento abalou fortemente as províncias de Los Santos, Herrera, Veraguas e Coclé, sendo sentido por aproximadamente um minuto e gerando pânico na Cidade do Panamá, onde prédios foram evacuados.
“Foi horrível, algo que nunca tínhamos vivido. Minha filha ficou presa na escola. Graças a Deus estamos bem”, disse Juana Alveo, 38, que trabalha como atendente em uma loja em Penonomé, a 150 quilômetros da Cidade do Panamá.
Balanço de danos e repercussão internacional
O Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc) registrou 27 feridos leves em decorrência de desabamentos que atingiram residências, escolas, hospitais, igrejas e pontes. “O desastre que estamos enfrentando é grande”, afirmou o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, acrescentando que há estradas “totalmente destruídas” ou “completamente colapsadas”.
Ações de resgate e infraestrutura estratégica
A localidade de Tonosí ficou isolada por via terrestre, enquanto o Canal do Panamá manteve suas operações normais e o aeroporto de Tocumen retomou as atividades após paralisação temporária. Diante da situação, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) repassou US$ 250 mil para socorro imediato e abriu uma linha de crédito de US$ 50 milhões.
O governo americano e líderes de nações sul-americanas e centro-americanas expressaram solidariedade e mobilizaram pacotes de assistência para amparar a população atingida pelos mais de cem abalos secundários registrados.