Uma edificação inacabada e abandonada há cerca de 25 anos, situada na esquina da Avenida Araguaia com a Rua 2, no Centro de Goiânia, foi alvo de uma intensa operação de fiscalização após o aumento nos registros de ocupações irregulares e ocorrências criminosas nas imediações. O dono do espaço acabou autuado por negligenciar a conservação da estrutura, falhando em garantir a segurança, a higiene e a salubridade exigidas.
Problemas de segurança pública e saúde
Dados levantados pela Polícia Militar indicam que o entorno do local acumulava ocorrências de tráfico de entorpecentes, assaltos a pedestres, casos de lesão corporal e arrombamentos a comércios vizinhos. Além da criminalidade, a edificação gerava preocupação na prefeitura devido ao acúmulo expressivo de lixo e ao potencial risco de propagação de doenças na área urbana.
Conforme explicou o secretário municipal de Eficiência, Fernando Peternella, a penalização ocorreu porque o proprietário deixou de realizar a manutenção necessária para evitar a deterioração da estrutura.
“ Nós estamos tratando esse assunto com prioridade. Autuamos o proprietário devido às condições da edificação e agendamos uma reunião para a próxima sexta-feira (9/10) com o objetivo de buscar uma solução urgente para a situação”, afirmou.
Abordagem a ocupantes e rede de apoio
Durante a intervenção das forças de segurança, agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) identificaram e abordaram seis pessoas que utilizavam a ruína como moradia provisória. A operação contou com o reforço do Grupo de Operações com Cães (GOC K9) para varreduras em busca de armamentos e entorpecentes, embora nada de ilícito tenha sido localizado com os indivíduos presentes.
Ações da assistência social
Para lidar com a vulnerabilidade humana no endereço, equipes especializadas do Serviço de Abordagem Social compareceram ao ponto para dialogar com os ocupantes. O objetivo foi direcionar essas pessoas para os programas, benefícios e redes de acolhimento oferecidos pelo município.
A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos confirmou que o monitoramento e o suporte humanizado na região terão continuidade. O esforço conjunto visa combater os reflexos do abandono imobiliário, restaurar a ordem pública e devolver a sensação de segurança para quem vive e transita pela área central da capital.