Romeiros lotam rodovia Dutra em caminhada rumo a Aparecida

A rodovia Presidente Dutra foi tomada por centenas de fiéis vestindo camisetas com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. No domingo que antecedeu as celebrações oficiais, peregrinos de diferentes regiões seguiram em direção ao Santuário Nacional motivados por demonstrações de amor à santa, cumprimento de promessas e palavras de agradecimento, mantendo a jornada livre de manifestações políticas.

Histórias de fé e pagamento de promessas na estrada

Entre os viajantes, o pintor Diego da Silva Carneiro, 32, enfrentou o asfalto para cumprir uma promessa feita durante a gestação da esposa, quando foi informado de que a saúde da mulher e do filho corria riscos. Após o nascimento saudável de Pietro Valentim, hoje com dois anos e cinco meses, ele iniciou o trajeto ao lado do pai, o também pintor Jailson Carneiro de Jesus, que carregava um pedido relacionado à compra de um sítio. “Eu tenho que pagar minha promessa”, afirmou o trabalhador.

As dificuldades do percurso também foram superadas pela enfermeira Ana Paula de Lima, que realiza a caminhada há uma década. Sua jornada começou após pedir ajuda para reaver valores retidos durante a compra de um imóvel. Ao alcançar o objetivo, ela iniciou as peregrinações anuais e hoje inspira os próprios filhos a acompanhá-la. “Eu digo que eu cheguei lá literalmente carregada por Nossa Senhora”, declarou.

Apoio aos peregrinos e solidariedade ao longo do trajeto

Ao longo do caminho, motoristas demonstraram apoio com buzinas, enquanto pontos de descanso ofereceram alimentos, água e atendimento de saúde. Voluntários como a técnica em saúde Ivani Gomes de Souza prestaram socorro a romeiros com bolhas e ferimentos leves. Paradas tradicionais, a exemplo do Rancho da Pamonha, funcionaram intensamente com o apoio de doações e voluntários.

Tradição que se renova a cada ano

Para alguns, a jornada já se transformou em um hábito de vida. O projetista mecânico Marcos Henrique de Oliveira Silva, 38, participa pela quinta vez e resume o sentimento dos veteranos: “Quem faz uma vez faz sempre, né?”.

Nas proximidades da basílica, grupos e viajantes solo, como o aposentado Benedito Rodrigo Barbosa, 72, que já completou o trajeto 37 vezes ao longo de cerca de três décadas, preparam-se para assistir às missas e celebrar o Dia da Padroeira antes de retornarem aos seus lares.

Deixe um comentário