Partidos de esquerda, movimentos sociais, entidades estudantis e comunidades de fãs realizam na manhã deste domingo (11) a chamada Marcha pela Democracia na avenida Paulista, em São Paulo. O ato conta com a confirmação de presença do presidente Lula (PT) e tem como principal objetivo tentar reverter um clima de desânimo entre os apoiadores do petista após os resultados da primeira etapa do pleito.
Desvantagem nas urnas e mobilização digital
A mobilização de rua acontece logo após a divulgação do primeiro levantamento do Datafolha para o segundo turno da disputa presidencial. A pesquisa colocou Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, enquanto Lula aparece com 48%.
Enquanto a militância ocupa a região do Masp com previsão de caminhada até a praça Roosevelt, no centro da capital paulista, outras frentes de mobilização tentam ganhar força na internet. O deputado federal André Janones (Rede-MG) criou o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, reunindo mais de 3 milhões de membros. No entanto, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a derrubada do grupo neste domingo a pedido da campanha adversária, sob a justificativa de disseminação de desinformação.
Críticas internas à organização da campanha
O esforço para engajar a militância ocorre em meio a discussões internas sobre os rumos da disputa. Na última quarta-feira, em reunião com aliados ao lado do coordenador Edinho Silva — que tem sido alvo de críticas de petistas pela condução do esforço de reeleição —, o próprio presidente admitiu falhas na estratégia inicial.
“Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta”, declarou Lula.
Presenças políticas confirmadas no ato
Além da presença do chefe do Executivo, o evento em São Paulo reúne diversas lideranças políticas e artísticas. Estão previstos no palanque nomes como Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Erika Hilton (PSOL).
Enquanto a esquerda concentra forças na capital paulista, o adversário Flávio Bolsonaro também cumpre agenda na mesma região, com um encontro programado no centro da cidade com prefeitos da região metropolitana e com vereadores.