O senador e candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) disponibilizou uma página na internet voltada para desmentir boatos. No entanto, o material evita assumir o compromisso com o aumento real do piso nacional, limitando-se a garantir a correção monetária baseada apenas na inflação caso vença o pleito presidencial.
Debate sobre o piso nacional e gastos públicos
A discussão sobre a valorização salarial ganhou força na disputa eleitoral. Enquanto o atual mandatário defende a política de ganhos reais retomada em 2023, assessores do candidato do PL apontam a necessidade de conter despesas públicas. O site oficial da campanha pontua que “o Plano de Governo de Flávio não apresenta nenhuma proposta para extinguir o piso nacional. Além disso, ele já afirmou que não pretende desvincular o salário mínimo da inflação”, sem citar a manutenção de aumentos reais.
No mesmo ambiente virtual, a equipe do postulante aborda a escala de folgas e menciona a alternativa de remuneração por hora. A defesa oficial reforça que “o que Flávio defende é a remuneração por hora trabalhada, com a manutenção de todos os direitos trabalhistas conquistados, como FGTS, férias e 13º salário. A proposta de flexibilizar a jornada de trabalho não significa acabar com o salário mínimo”.
Programas sociais e aposentadorias
Diante de questionamentos sobre cortes em auxílios, a ferramenta digital assegura que “o Bolsa Família e todos os programas assistenciais serão mantidos” e que o governo “não fará economia em cima dos mais pobres e dos aposentados”. A plataforma também aborda o programa Pé-de-Meia, classificando as críticas como interpretações distorcidas de sua proposta de contenção fiscal.
Polêmica envolvendo o Banco de Brasília
A página eletrônica também destina espaço para comentar o escândalo financeiro associado ao Banco Master e ao Banco Regional de Brasília (BRB). A gestão de comunicação do candidato argumenta que o chefe do Executivo federal “não tem qualquer ingerência sobre o BRB” e que atuará para preservar a solidez das instituições financeiras do país.
A crise financeira do banco estatal mobiliza aliados políticos, como a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que aposta na vitória do candidato do PL para viabilizar um socorro financeiro à instituição. A declaração de Celina aponta que “a configuração hoje que nós temos no próprio Senado, e a projeção do Flávio para virar presidente, é uma situação totalmente diferente do BRB. Eu acho que isso é um fôlego ainda maior para a gente recuperar o banco”, complementando que “são várias as possibilidades quando o governo quer ajudar”.