A Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) aponta que a capital goiana já contabiliza mais de 500 placas de sinalização destruídas em acidentes, pichadas, danificadas ou levadas por criminosos ao longo deste ano. O problema afeta diretamente a rotina de motoristas, pedestres, ciclistas e motociclistas, além de exigir investimentos constantes para a reposição dos itens.
Prejuízos financeiros e impacto na segurança
De acordo com o diretor de trânsito da SET, Luis Tiago, o cenário é impulsionado por ações de vandalismo e pelo interesse no metal das estruturas. Além dos gastos elevados com os materiais, a necessidade de consertos recorrentes força a administração municipal a desviar equipes operacionais que poderiam estar atuando na expansão da melhoria viária.
“A maioria dos casos a gente percebe que é vandalismo ou a pessoa furta para se aproveitar do material metálico para vender ou utilizar a placa em outro local. Essas placas não são baratas e geram um custo muito grande. Ao invés de estarmos melhorando outros locais e levando mais sinalização para a cidade, temos que repor”, afirmou Luis Tiago.
Dificuldades na fiscalização e exemplos na capital
A ausência de sinalização compromete a orientação dos condutores e interfere na aplicação das leis de trânsito, já que placas indicam restrições de estacionamento, regras de circulação e conversões permitidas. Um exemplo emblemático ocorreu na Rua 74, no Setor Central, onde câmeras flagraram um homem derrubando uma placa e, horas depois, outro indivíduo levando a estrutura embora — local que já exigiu três substituições.
“A partir do momento em que se tira essa sinalização, impede-se até a fiscalização, pois sem a placa não se pode aplicar a legislação. Isso gera desconforto e insegurança”, disse o diretor.
Riscos de acidentes nas vias
A remoção de avisos fundamentais, como placas de conversão permitida ou de proibição de estacionar em corredores viários, abre margem para manobras arriscadas e estacionamento irregular. Isso atrapalha o fluxo de veículos e eleva a probabilidade de colisões na malha urbana.
Para combater o problema, a SET segue executando serviços de manutenção e trabalha em parceria com a Polícia Judiciária para rastrear os suspeitos, responsabilizá-los e garantir o ressarcimento dos prejuízos causados ao patrimônio público.