Vantagem de Flávio Bolsonaro inicia disputa interna por Ministério da Fazenda

O favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais para o segundo turno da disputa presidencial provocou uma antecipação no confronto entre familiares, apoiadores e integrantes da campanha. O grupo discute intensamente quem deve assumir o comando do Ministério da Fazenda em um eventual governo do senador. Essa movimentação ocorre sob forte pressão política, impulsionada recentemente pela ofensiva governista contra a proposta de corte de R$ 200 bilhões em despesas defendida pelos aliados do candidato.

O fator Tarcísio e o nome de Roberto Campos Neto

As articulações ganharam força após a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para o governo paulista. O governador passou a atuar ativamente em prol da campanha presidencial, ajudando a alinhar apoios partidários importantes e costurando alianças estratégicas. Esse cenário colocou em evidência o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, apoiado por Tarcísio para a pasta econômica.

Embora mantenha forte proximidade com o governador desde os tempos de Brasília, Campos Neto tem afirmado a confidentes que seu foco atual está voltado para a estratégia internacional do Nubank, onde atua como vice-chairman e chefe global de Políticas Públicas. Tanto ele quanto Tarcísio optaram por não comentar os rumores, enquanto aliados do governador reforçam que o objetivo principal no momento é garantir a vitória nas urnas.

Aposta de Eduardo Bolsonaro e resistência interna

Em oposição ao grupo paulista, Eduardo Bolsonaro apoia o nome de Marcelo Kayath, sócio da gestora QMS Capital e com passagem de liderança pelo Credit Suisse. A influência de Eduardo na escolha anterior de Flávio como candidato presidencial dá peso à sua articulação, embora Kayath enfrente resistência e fritura dentro de facções bolsonaristas devido a posições e apoios políticos assumidos no passado.

O papel de Daniella Marques e outros nomes cotados

Coordenadora do plano de governo, Daniella Marques ganhou protagonismo com sua dedicação integral à campanha, mas também passou a ser alvo de disputas internas. Amiga de Campos Neto, ela teria preferência por Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America. Outro nome lembrado é o de Mansueto Almeida, que descarta retorno à administração pública. Correndo por fora, o ex-ministro Adolfo Sachsida coordena o núcleo econômico e também é cotado para outras pastas estratégicas, como Infraestrutura ou Planejamento.

Possíveis surpresas e articulações no Senado

Analistas da campanha não descartam alternativas ligadas às negociações políticas no Congresso, incluindo o senador Rogério Marinho (PL-RN) ou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), esta última defensora inicial de Campos Neto para a Fazenda. Apesar da multiplicidade de sugestões e do peso decisivo que o ex-presidente Jair Bolsonaro terá no martelo final, Flávio mantém cautela e evita antecipar escolhas publicamente.

Sobre as especulações envolvendo seu nome e articulações políticas, Daniella Marques declarou: Todo nosso tempo e esforço é dedicado a eventos diários da campanha conversando com os brasileiros sobre as propostas e combatendo a rede criminosa de fake news da esquerda. Ela também acrescentou: Não aceito que usem minhas relações pessoais para especular sobre articulações que simplesmente não existem.

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