Menino baleado na cabeça em Palmeiras de Goiás inicia reabilitação

O menino de 10 anos que foi baleado três vezes na cabeça por uma arma de pressão em Palmeiras de Goiás recebeu alta do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) e foi transferido para o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), na capital goiana. Após passar quase um mês internado, o garoto já está consciente, consegue conversar normalmente e deu início a um programa intensivo de recuperação, embora ainda sinta dores na cabeça, no quadril e na coluna, sem previsão de término para o tratamento.

Tratamento multidisciplinar e estabilidade clínica

Conforme informações divulgadas pela nova unidade de saúde, o paciente apresenta quadro clínico estável e conta com o suporte de uma equipe multiprofissional. O plano terapêutico engloba assistência médica e de enfermagem, sessões de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, atendimento psicológico e serviço social, voltados tanto para a reabilitação física quanto para o apoio emocional após o trauma vivido.

Essa transferência acontece depois de uma longa jornada de cuidados médicos que incluiu períodos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hugol, seguida de uma passagem pela enfermaria pediátrica conforme sua condição foi melhorando.

Memória dos fatos e investigação policial

Segundo relatos de familiares, a criança se recorda do ocorrido e chegou a questionar os motivos da agressão. A Polícia Civil agora aguarda o aval dos médicos para conseguir ouvir o depoimento do garoto. O avô paterno, Josmar Dias, havia mencionado anteriormente o desejo do neto de ir morar com os avós em Anápolis, enquanto o pai retornou de Portugal ao saber do atentado.

O crime aconteceu no dia 14 de setembro em uma zona rural de Palmeiras de Goiás. Embora a versão inicial sustentasse um disparo acidental, o caso mudou de rumo quando os médicos encontraram três projéteis em locais distintos da cabeça do menino. Dois deles foram extraídos na cirurgia, mas o terceiro precisou ser mantido por causa do alto risco cirúrgico. A arma utilizada foi identificada como uma carabina de pressão calibre 5,5 milímetros, que necessita de engatilhamento manual a cada tiro.

Prisões preventivas e percalços no socorro

As autoridades policiais efetuaram as prisões preventivas da mãe, Caroline Souza Cirino, do padrasto, Tiago Lopes Cirino, e do dono da fazenda, José Rodrigues. Todos são apontados como suspeitos na investigação, ao passo que as defesas negam qualquer envolvimento no caso que segue sob apuração da Polícia Civil.

Logo após ser baleada, a vítima passou por atendimento inicial no município do interior e foi transferida para Goiânia devido à gravidade do quadro. No trajeto, o veículo da família sofreu um capotamento, exigindo a mobilização do Corpo de Bombeiros. Por fim, o menino foi resgatado de helicóptero até o Hugol, onde permaneceu até a recente transferência para o Crer.

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