Durante a tramitação da proposta de emenda à Constituição que visa abolir a escala 6×1, o senador Vanderlan Cardoso (PSD) manifestou apoio à medida nesta quarta-feira (14), mas reprovou a forma como o assunto foi conduzido politicamente ao longo dos meses.
Críticas à politização do debate
Para o parlamentar, a pauta sofreu atrasos e acelerações motivadas exclusivamente por interesses eleitorais. “Atacado e defendido conforme a conveniência das urnas. Onde estava o trabalhador nessa conta?”, questionou durante a sessão.
O senador reforçou seu alinhamento com a classe trabalhadora e lamentou que o debate tenha se transformado em disputa partidária. “Minha posição é clara. Sou a favor e voto a favor do trabalhador”, afirmou, acrescentando que “Quando um tema de interesse nacional vira disputa de palanque, o Brasil perde. Perde porque o eleitor é confundido, recebendo meia verdade de um lado e meia verdade do outro.”
Produtividade e novas regras
Defendendo a necessidade de planejamento, o senador sustentou que o repouso é benéfico para o desempenho profissional. “Trabalhador descansado rende mais”, declarou.
Regras e prazos da proposta
A PEC estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado, com preferência para o domingo em um deles, sem qualquer prejuízo salarial. A implementação ocorrerá de forma gradual: 60 dias após a promulgação, o limite cai para 42 horas semanais com dois dias de folga, e, após um ano, a carga horária máxima definitiva de 40 horas entra em vigor.
A expectativa no Congresso é pela quebra do interstício regimental, o que permitiria a votação e aprovação do texto em primeiro e segundo turnos ainda no mesmo dia.