Adriana Accorsi critica velha guarda do PT em Goiás e relata atritos

A deputada federal reeleita e presidente do Partido dos Trabalhadores em Goiás, Adriana Accorsi, elevou o tom nesta quinta-feira (15) contra alas tradicionais da legenda no estado. A parlamentar relatou que enfrenta resistência interna de antigos correligionários, que estariam insatisfeitos com a sua proeminência na liderança partidária.

Conflitos internos e liderança feminina

De acordo com a dirigente partidária, o grupo opositor já havia tentado impedi-la de concorrer à reeleição para a Câmara dos Federais. Nos bastidores, relatos indicam que a parlamentar esgotou sua paciência com manobras políticas e decidiu reafirmar sua posição de liderança conquistada nas urnas.

“Mais uma vez, tenho de anunciar que um grupo da velha guarda do meu partido, que já tentou me forçar a desistir da reeleição a deputada federal, permanece incomodado com a liderança feminina e se movimenta para me tirar da direção do partido”, afirmou a deputada, sem citar nomes. Ela também classificou a movimentação como um desrespeito ao seu histórico eleitoral, lembrando que foi eleita dirigente com 95% dos votos.

Crescimento eleitoral e números do partido

A parlamentar destacou o avanço da sigla no estado entre os pleitos de 2022 e 2026. Segundo os dados apresentados, a legenda ampliou sua representatividade em todas as esferas disputadas, incluindo a eleição para o governo estadual e as vagas nos parlamentos federal e estadual.

“Entre 2022 e 2026, o PT-GO cresceu em todos os cargos disputados no estado — para governador, deputados federais e estaduais. O candidato a governador ganhou 46% mais votos do que o candidato ao executivo estadual em 2022. A votação total do partido para a bancada federal subiu 30% e 45% na estadual. Mantivemos duas cadeiras na Câmara Federal”, citou a presidente estadual.

Repercussão e posicionamento oficial

Com mais de 177 mil votos recebidos, Accorsi consolidou-se como a mulher de esquerda mais votada na história de Goiás. Uma fonte próxima à cúpula partidária confirmou que a reação da presidente busca frear tentativas de isolamento político dentro da própria agremiação.

“Minha resposta para eles, mais uma vez, é simples: não”, declarou a deputada federal ao rejeitar qualquer tentativa de afastamento do comando estadual do partido.

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