Justiça Eleitoral manda PF investigar Ana Elisa a pedido de Flávio Bolsonaro

A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou a abertura de uma investigação pela Polícia Federal contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva. A medida atende a uma representação protocolada pela equipe do senador Flávio Bolsonaro, que acusa a parlamentar de divulgar informações falsas na internet.

Origem da representação na Justiça

A ordem foi assinada pelo juiz Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis, após o Ministério Público Eleitoral apontar indícios suficientes para a apuração. A notícia-crime teve como base uma postagem em que Ana Elisa afirmava que “os bolsonaristas estão tentando tirar o título de padroeira do Brasil da Nossa Senhora Aparecida”. Além da investigação, a defesa do senador requereu o acautelamento de provas e restrições para novos conteúdos.

Decisão sobre medidas cautelares

Diante do pedido, o magistrado acionou a corporação policial e ordenou que a plataforma X guarde os registros da postagem alvo da controvérsia, além de remeter cópias para a Procuradoria-Geral Eleitoral. Contudo, o juiz negou o pleito para impedir que a deputada mineira publique materiais com foco no pleito presidencial.

Repercussão e posicionamento da parlamentar

Apontada como a segunda candidata mais votada do estado, Ana Elisa passou a integrar um grupo consultivo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva voltado para estratégias digitais. Nas redes sociais, a deputada questionou a movimentação jurídica: “Por que um candidato a Presidencia da República tem tanto medo do que tenho a dizer?”, indagando o motivo de sua repercussão.

Recentemente, a parlamentar também mencionou que acionaria o Tribunal Superior Eleitoral após sofrer ataques com o resgate de postagens antigas atribuídas a ela. O caso segue em andamento nas instâncias competentes para esclarecer a veracidade das acusações mútuas entre os envolvidos na disputa política nacional.

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