Rodrigo pacheco volta a ser cotado para vaga no stf após articulação politica

A possibilidade de o ex-senador Rodrigo Pacheco (PSD) ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou força recentemente. A reviravolta na geopolítica de Brasília ocorreu devido à reaproximação entre o presidente da República, Lula (PT), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Aliança política e articulações em brasília

No passado, Pacheco era o nome favorito de Alcolumbre para a corte máxima, preferência manifestada na ocasião em que o chefe do Executivo optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o tribunal. Naquele período, nos bastidores, o líder do Senado teria articulado para barrar a aprovação do AGU, um episódio sem precedentes em mais de um século.

No entanto, o cenário mudou drasticamente após o alinhamento estratégico entre o senador e o petista com o objetivo de frear o projeto político de Flávio Bolsonaro (PL) rumo à presidência. Como fruto dessa cooperação recente, o Congresso aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1, bandeira central do governo na corrida pela reeleição.

Estratégia para o stf e futuro das vagas

De acordo com informações divulgadas pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, a eventual escolha de Pacheco integraria os entendimentos políticos firmados entre as duas lideranças. Atualmente, o ex-senador também possui indicação para o Tribunal de Contas da União (TCU), embora ainda não tenha assumido a função de forma efetiva.

A movimentação para enviá-lo ao STF ainda no decorrer deste ano tem como objetivo estratégico diminuir a quantidade de postos que poderiam ficar sob a alçada de Flávio Bolsonaro, caso ele vença as próximas eleições presidenciais. Avaliações de bastidores indicam que o político possui forte sustentação na Casa Alta e que o bloco bolsonarista careceria de força numérica para rejeitar seu nome no momento.

Próximas aposentadorias na suprema corte

O calendário do judiciário prevê a abertura de mais três vagas na suprema corte durante o próximo ciclo presidencial. As saídas programadas incluem a aposentadoria de Luiz Fux em abril de 2028, a de Cármen Lúcia em abril de 2029, e a de Gilmar Mendes em dezembro de 2030, além de discussões legislativas sobre eventuais revisões em mandatos de ministros, a exemplo de Alexandre de Moraes.

Caso obtenha a reeleição, a expectativa é de que Lula promova as nomeações de Pacheco, retome o nome de Jorge Messias e selecione duas mulheres para compor o colegiado do STF.

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