Polícia desarticula esquema de peças roubadas em Goiás que movimentou R$ 15 milhões

Uma operação policial realizada nesta quinta-feira (15/10) resultou na prisão de 12 suspeitos de integrar uma quadrilha especializada na receptação e comercialização de peças de camionetes roubadas. A ação ocorreu de forma simultânea nos estados de Goiás e Mato Grosso, revelando um esquema que movimentou ao menos R$ 15 milhões em apenas um ano.

Esquema de desmanche em Goiânia

Conforme as investigações conduzidas pela Delegacia Estadual de Repressão aos Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), os veículos de luxo eram subtraídos em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em seguida, os automóveis eram transportados para Goiânia, onde acabavam desmanchados no interior de galpões alugados por lojistas da Vila Canaã.

O delegado Fernando Gama detalhou o modus operandi da organização criminosa durante a apuração do caso: “Todas as peças que não são rastreáveis eram retiradas e enviadas para estes comércios, onde eram vendidas como se tivessem origem lícita”.

Estrutura e divisão de tarefas

De acordo com a Polícia Civil, o grupo demonstrava alta organização, com funções rigorosamente distribuídas entre os membros. Havia responsáveis pelo transporte dos automóveis até solo goiano, operadores encarregados dos desmanches e comerciantes focados na aquisição e revenda dos componentes automotivos ilícitos.

Alvos e apreensões da operação

Entre os alvos capturados está um homem encontrado em Sinop, no Mato Grosso, na posse de uma expressiva quantia em dinheiro. O investigado, que já havia administrado uma loja de autopeças na capital goiana e recentemente aberto um novo negócio no estado vizinho, foi apontado como o responsável pela locação dos três galpões utilizados para desmanchar as camionetes.

Além das 12 prisões efetuadas, os agentes cumpriram 35 mandados de busca e apreensão. Na ocasião, as equipes recolheram documentos, dispositivos eletrônicos e quatro armas de fogo. A Justiça também autorizou o bloqueio e o sequestro de bens pertencentes aos investigados.

Os suspeitos, cujas identidades foram preservadas pelas autoridades, enfrentarão acusações por receptação qualificada, adulteração de sinais identificadores de veículos, associação criminosa e lavagem de capitais.

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