O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, participou de uma sabatina na TV Globo na quinta-feira (15). Durante a entrevista de grande repercussão, o petista abordou temas cruciais como economia, segurança pública, Bolsa Família, Supremo Tribunal Federal (STF) e a relação geopolítica com os Estados Unidos.
Economia e foco na valorização da renda
No setor econômico, o chefe do Executivo enfatizou a importância de políticas voltadas à expansão de renda e crédito para os cidadãos. Ao comentar o cenário para pequenos empreendedores, o candidato resumiu seu pensamento com a frase: “Muito dinheiro na mão de poucos é pobreza e pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza”. Além disso, o político apontou o crescimento financeiro como motor para equilibrar as contas públicas e reiterou o compromisso com a valorização contínua do salário mínimo.
Segurança pública e mudança sobre a maioridade penal
Um dos pontos mais polêmicos da sabatina foi o apoio declarado à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em situações envolvendo crimes hediondos, embora tenha ponderado que o assunto precisa tramitar separado da PEC da Segurança Pública.
Essa declaração marca uma guinada significativa na postura do político. Historicamente, o presidente havia se posicionado contrariamente à alteração em 2003, em 2007 e, mais recentemente, em 2026, quando o próprio governo rechaçou a medida. No mesmo bloco, o candidato defendeu a criação de uma pasta específica para a pasta caso conquiste a reeleição.
Bolsa Família e política externa com os Estados Unidos
Questionado a respeito do programa de transferência de renda, o petista alegou desconhecer que o repasse estava sem reajuste havia anos, garantindo que ordenou a correção imediata assim que soube, negando qualquer caráter eleitoreiro na ação.
No âmbito internacional, o presidente tratou das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a mercadorias nacionais. Afirmou que buscará o entendimento com Washington, mas alertou que o país poderá recorrer à Lei da Reciprocidade se o impasse persistir. Ele ainda classificou como “civilizado” o contato atual com o governo de Donald Trump.
Por fim, ao ser questionado sobre o STF, o candidato pontuou que eventuais denúncias contra magistrados precisam passar por rigorosa apuração, frisando que os membros da Corte também devem satisfações à população. O encontro encerrou-se com o chefe de Estado assumindo o ônus pelos percalços administrativos de sua gestão.