Diversas capitais e municípios brasileiros registraram manifestações barulhentas contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na noite desta sexta-feira (16/10). O chamado “panelaço” ocorreu simultaneamente à sabatina realizada pela TV Globo, nove dias antes da definição do segundo turno das eleições.
Protestos organizados nas redes sociais
A mobilização foi articulada por simpatizantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na internet, com forte incentivo do deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela gestão do canal intitulado “Exército do Lula.”
A atos espalhados pelo país
No Rio de Janeiro, o barulho ecoou em bairros como Laranjeiras, Flamengo, Tijuca, Botafogo, Copacabana, Engenho Novo, Grajaú e na região central, além de Icaraí, em Niterói. Em Belo Horizonte, houve panelaços no Sagrada Família, Carmo, Ouro Preto e Grajaú. Já em Brasília, os protestos atingiram a Asa Norte, o Guará e Águas Claras.
A população também foi às janelas em João Pessoa (centro e bairro Bessa) e em São Paulo, onde o ato incluiu gritos de oposição, queima de fogos e buzinaços com vuvuzelas. Pelo país, relatos semelhantes vieram de Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Curitiba e Recife.
Cenário eleitoral e propostas na sabatina
O protesto ocorre em meio a um empate técnico nas pesquisas de intenção de voto. Levantamento da Quaest divulgado em 14/10 aponta Flávio Bolsonaro com 46%, enquanto Lula registra 44%, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Durante a entrevista, o senador assumiu compromissos na economia, como assegurar aumentos reais para o salário mínimo, manter a ligação desse piso com as aposentadorias e preservar os investimentos mínimos obrigatórios em saúde e educação.
Propostas para a segurança e futuro governo
No setor de segurança pública, o candidato prometeu endurecer o cerco ao narcotráfico, tratando facções e milícias como grupos narcoterroristas. Entre as estratégias citadas estão o deslocamento de tropas de elite da Marinha para o Porto de Santos e o reforço militar nas fronteiras amazônicas e na Tríplice Fronteira.
Questionado sobre a presença de parentes em uma eventual gestão, Flávio afirmou que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), não assumirão pastas ministeriais. Ele também afastou a chance de nomear Eduardo para o comando do Ministério das Relações Exteriores.