O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chamou a atenção do público ao exibir a palavra “motoboy” escrita na palma da mão durante a sabatina realizada pelo Jornal Nacional, da TV Globo, na sexta-feira (16/10).
Críticas ao governo e menção aos entregadores
O senador utilizou a anotação como um lembrete para direcionar o discurso quando foi questionado sobre as punições adequadas para os participantes dos atos de 8 de Janeiro. Em vez de responder diretamente ao questionamento, o candidato direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o chefe do Executivo federal prejudicaria os entregadores de aplicativos na capital paulista devido a divergências políticas com o prefeito Ricardo Nunes (MDB).
“Hoje, o que está acontecendo é que o atual presidente se vinga, por exemplo, dos entregadores que trabalham em São Paulo por causa do prefeito Ricardo Nunes, que é opositor a ele”, afirmou.
Debate sobre os atos de 8 de janeiro e intervenção da imprensa
Antes de desviar o foco da conversa para o tema dos entregadores, o político defendeu que as sanções aplicadas aos envolvidos nos eventos golpistas acontecessem “dentro da lei”, levando em consideração a gravidade de cada conduta. Na sequência, ele questionou a responsabilização legal de cidadãos que, na visão dele, não teriam tomado parte direta em uma tentativa de golpe.
Diante do desvio no assunto, a jornalista Renata Lo Prete fez uma intervenção para lembrar ao candidato que o questionamento original tratava unicamente das penalidades aplicadas aos indivíduos responsáveis por invadir e depredar edifícios públicos, além de agredir agentes policiais.
Estratégia recorrente da família
Essa não foi a primeira vez que o candidato adotou o método de escrever na própria pele para se orientar em entrevistas na emissora. Em 28 de agosto, durante o primeiro turno da disputa eleitoral, o senador registrou na mão esquerda os termos “mudança”, “futuro” e “7/set”, fazendo menção ao feriado da Independência.
O hábito de registrar lembretes na palma da mão era uma prática frequente de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em debates, entrevistas e atos de campanha. Com o passar do tempo, a técnica virou uma marca registrada da família em sabatinas televisionadas.