O Atlético precisou buscar o empate nos minutos finais contra a já rebaixada Ponte Preta, em partida válida pela 34ª rodada do Brasileirão Série B. O confronto aconteceu na noite desta sexta-feira (16), no interior paulista, já que o Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, não tem condições de receber jogos nesta reta final.
Desempenho ofensivo e ansiedade em campo
Substituindo o técnico Roger Silva, que cumpriu suspensão, o auxiliar Eduardo Abdo comandou a equipe à beira do gramado. O Dragão finalizou mais de 30 vezes ao longo do duelo, mas esbarrou na falta de pontaria e só conseguiu igualar o marcador aos 42 minutos da etapa final, em Indaiatuba.
“A gente veio com a intenção de vitória, veio com a intenção dos três pontos, mas a gente tem que saber valorizar um ponto”, afirmou Abdo.
“Essa reta final são sempre jogos muito difíceis. Acho que a quantidade de finalizações, se não me engano, 33 finalizações [do Atlético] a quatro [da Ponte]. No jogo contra o Sport a gente já tinha alertado sobre isso. É trabalhar agora, não tem o que fazer. Já foi um ponto conquistado. Esse ponto vai valer muito lá na frente e corrigir o que o que a gente acha que que foi errado”, completou.
Fatores que dificultaram o resultado
Para o membro da comissão técnica, a postura defensiva do adversário aliada ao volume de chances desperdiçadas gerou desgaste emocional no elenco rubro-negro durante o compromisso fora de casa.
“É chance de gols acumulada, vai causando ansiedade, é até inexplicável o tanto de chance que você cria, que você finaliza e a bola não entra, você vai acumulando isso. Isso causa uma ansiedade nos atletas, mas é saber valorizar o ponto, é corrigir a rota. Corrigir um pouco da rota desses três jogos que a gente queria muito ter pontuado muito mais, mas sabemos que a gente está na briga ainda, está na disputa. O G-6 está todo mundo embolado”, afirmou o auxiliar técnico.
Situação na tabela e mensagens à torcida
Com 54 pontos somados e na sexta colocação, o clube goiano agora aguora os desdobramentos da rodada para saber se permanece na zona de classificação, dependendo de um tropeço do CRB contra o Botafogo-SP. Os próximos desafios serão duros embates diretos contra adversários que lutam pelo título e pelo acesso à elite.
“Olha, o torcedor tem que continuar acreditando, porque hoje a gente se encontra ainda no G-6, podendo é lógico, sair amanhã pelo confronto do CRB, mas a gente tem que acreditar. Foi muito difícil chegar nesse G-6, muito trabalho, muito empenho de todos os atletas, de comissão técnica, e faz parte. A gente acredita, esse é o mais importante. Nós dentro do clube, presidência, comissão, jogadores, a gente acredita que a gente pode estar na disputa claramente por essa vaga”, concluiu.