Uma grande onda de manifestações tomou conta de diversos países europeus neste sábado, 17, impulsionada por pautas como a insatisfação com o custo de vida e demandas por reformas no setor educacional. Os atos rapidamente se espalharam e resultaram em episódios de violência, depredações e forte repressão policial em nações como França, Bélgica e Albânia.
França registra 400 prisões e prefeitura incendiada
O cenário mais crítico ocorreu em território francês, onde as autoridades contabilizaram cerca de 550 mil participantes e ao menos 400 prisões, conforme dados divulgados pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez. A capital Paris teve sua segurança reforçada com um enorme contingente policial posicionado estrategicamente no centro, especialmente nas proximidades da Champs-Élysées e do Arco do Triunfo, áreas externas aos trajetos oficiais permitidos para as marchas.
A violência também atingiu cidades do interior, como Limoges, no sudoeste do país, onde o edifício da prefeitura foi tomado por um incêndio. O fogo teve início no pavimento térreo e rapidamente alastrou-se até atingir o telhado da estrutura histórica.
Reação do governo francês
Diante dos episódios de vandalismo, o presidente francês Emmanuel Macron utilizou as redes sociais para adotar um tom duro contra os envolvidos nos ataques. Em publicação na rede social X, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que as pessoas que atacaram ou danificaram prefeituras e estabelecimentos comerciais serão “processadas e punidas”.
Em sua manifestação oficial, o mandatário também enfatizou que “o país deve permanecer unido contra os semeadores do caos, que buscam apenas derrubar instituições” e acrescentou que tais atitudes “impedem que aqueles que expressam pacificamente suas reivindicações possam fazê-lo”.
Confrontos na Bélgica e Albânia
Fora da França, o descontentamento popular encontrou eco em Bruxelas, na Bélgica, onde estudantes tomaram as ruas para protestar contra a situação atual do sistema educacional do país. O ato foi marcado por momentos de tensão, incluindo o tombamento de um veículo e choques diretos com as forças de segurança. Durante a mobilização, alguns manifestantes seguravam cartazes com os dizeres “melhor um porco do que um fascista”, em referência ao filme Porco Rosso, do Studio Ghibli (1992).
Enquanto isso, em Tirana, capital da Albânia, o clima de revolta resultou em lixeiras incendiadas e mascarados usando balaclavas. A situação escalou quando uma pessoa foi fotografada lançando um coquetel molotov contra a tropa de choque, que respondeu ao ataque com o uso de canhões de água para dispersar a multidão.