Mãe e filha planejam vender salgados após curso em Goiás

Aprender a moldar uma coxinha animou Valéria Vieira, de 29 anos, e despertou na mãe dela, Luzinete Vieira, de 56, a vontade de retomar a produção de salgados para gerar renda. Após se mudar do Pará para Goianésia, na região Central de Goiás, Luzinete voltou a estudar e participou de um curso de Panificação Rural ao lado da filha, que tem síndrome de Down. A experiência reacendeu o desejo de empreender e deu início aos planos de criar um negócio familiar.

Busca por ocupação e nova renda

Desempregada, Luzinete conta que sentia falta de sair de casa, aprender coisas novas e conviver com outras pessoas. Ela relatou: “Eu achava muito ruim ficar só dentro de casa, sem fazer nada. Queria encontrar alguma coisa para ocupar mais a mente”.

Foi em busca de uma nova atividade que ela conheceu a capacitação oferecida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás), por meio do Sindicato Rural de Goianésia. Antes de se mudar para o estado goiano, Luzinete já fazia salgados para ajudar a sustentar a família após ficar viúva aos 36 anos, mas o aprendizado era informal.

Planos para o negócio próprio

Agora, a intenção é retomar a produção e incluir Valéria no projeto. A mãe pretende testar a receita de pão de fermentação natural que aprendeu durante as aulas antes de iniciar as vendas. O empreendimento deve funcionar em um imóvel da família que atualmente passa por reformas após ser desocupado por antigos inquilinos.

A trajetória de Luzinete inclui anos de trabalho na zona rural com o plantio de arroz e milho, além de passagens por escolas e restaurantes. Ela também já vendeu pastéis e geladinhos para complementar o orçamento doméstico.

Mudança e rotina de estudos em Goiás

A família deixou Santana do Araguaia, no Pará, no ano passado. Em solo goiano, Luzinete e o companheiro retomaram os estudos pela Educação de Jovens e Adultos (EJA), enquanto Valéria acompanha os pais e participa de atividades de pintura.

Luzinete resumiu a expectativa para o futuro ao lado da filha:

“Quando fiquei viúva, fazia coxinhas para ter uma renda. Isso me ajudou muito. Mas, no curso do Senar, aprendi a fazer da forma correta e despertei a vontade de ter um negócio com ela. Acho que será muito bom. Estou animada, e a Valéria também”.

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