O primeiro confronto televisivo do segundo turno entre os candidatos à Presidência da República, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), promovido pela Band, teve um início marcado por intensas discussões sobre figuras centrais da política nacional, com destaque para Daniel Vorcaro e a lobista Roberta Luchsinger.
Confronto inicial e relações políticas
Logo no primeiro bloco do debate realizado neste domingo (18), o atual mandatário questionou o adversário a respeito de seu voto contrário à ampliação da licença-maternidade na época em que atuava como deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), questionamento que ficou sem resposta. Em seguida, o centro da discussão migrou para os vínculos entre Flávio e Vorcaro, além das menções a Roberta Moreira Luchsinger e a Fábio Luiz, o Lulinha, filho do presidente.
Durante a dinâmica, o candidato do PL cobrou esclarecimentos sobre os laços do chefe do Executivo com a lobista e com Lulinha. Em sua resposta, o petista pontuou que a condução de apurações cabe exclusivamente à Polícia Federal, ressaltando que não haverá interferência governamental nos trabalhos de investigação.
Fraudes no INSS e o caso Vorcaro
O debate também abordou divergências sobre as fraudes no INSS. Enquanto a campanha de Lula argumentou que o esquema teve origem na gestão de Jair Bolsonaro e foi desmantelado na administração atual, a oposição rebateu afirmando que a irregularidade nasceu sob o comando petista.
O fundo do Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro, gerou novos atritos. O presidente cobrou explicações sobre a proximidade entre o senador e o ex-banqueiro, acusando o concorrente de ter omitido a verdade dezenas de vezes. O representante do liberalismo evitou aprofundar o assunto, momento em que o atual chefe de Estado disparou: “Vocês fizeram dele um banqueiro, e eu fiz dele um prisioneiro”.
Propostas, STF e patrimônio
Após a pressão sobre os recursos ligados a Vorcaro, que o senador justificou como investimentos no filme Dark Horse, Flávio alterou o foco da discussão ao prometer modificar os parâmetros para escolhas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e restituir a independência da Polícia Federal.
A tréplica presidencial ironizou a evolução financeira do opositor, questionando a aquisição de um imóvel milionário com vencimentos parlamentares. A discussão ainda passou por críticas à gestão de programas sociais e pelo questionamento acerca da Proposta de Emenda à Constituição relacionada ao fim da escala de trabalho 6×1, negada pelo candidato do PL.