Goiás se mantém como quarto maior produtor de grãos do país

Com uma colheita estimada em 33,6 milhões de toneladas para 2026, Goiás deve assegurar o posto de quarto maior polo produtor de grãos do Brasil. O montante representa 9,5% do total de 354,5 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas projetadas para o território nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).

Liderança concentrada no agronegócio nacional

O topo do ranking brasileiro segue liderado com folga por Mato Grosso, com estimativa de colher 114,2 milhões de toneladas (32,2% do total do país). Em seguida aparecem o Paraná, com previsão de 47,3 milhões (13,3%), e o Rio Grande do Sul, com 37 milhões de toneladas (10,4%).

Logo após a produção goiana, o quinto lugar do ranking nacional pertence a Mato Grosso do Sul, com estimativa de 30,1 milhões de toneladas (8,5%), seguido por Minas Gerais, com 19,4 milhões. Somados, os cinco primeiros colocados respondem por cerca de 74% de toda a safra brasileira de grãos.

Queda de rendimento impacta o volume final em Goiás

Apesar da colocação de destaque, o desempenho das lavouras em solo goiano apresenta uma retração relevante. O volume total esperado é 13,7% menor que as 39 milhões de toneladas obtidas em 2025. O recuo expressivo ocorre a despeito da quase estabilidade na área de plantio, que teve variação negativa mínima de 0,2%, passando de 8,30 milhões para 8,28 milhões de hectares.

O fator determinante para essa desaceleração foi a quebra no milho de segunda safra. A colheita da safrinha deve fechar em torno de 10 milhões de toneladas — tombo de 31,1% em relação aos 14,5 milhões de toneladas do ciclo anterior. O resultado foi pressionado tanto pelo encolhimento de 8,9% da área plantada quanto pelo tombo de 24,4% na produtividade média, que caiu de 6.572 para 4.971 quilos por hectare.

Desempenho da soja e da primeira safra de milho

Carro-chefe da agricultura em Goiás, a soja também caminha para fechar o ano em terreno negativo. A projeção aponta para 19,8 milhões de toneladas, o que significa uma redução de 2,7% na comparação com as 20,3 milhões de toneladas de 2025. Embora o cultivo da oleaginosa tenha avançado 1% em extensão (atingindo 5,17 milhões de hectares), a produtividade recuou 3,6%, passando de 3.970 para 3.826 quilos por hectare.

Cenário semelhante marca a primeira safra de milho: a colheita calculada em 1,4 milhão de toneladas indica baixa de 4,8%. O plantio do grão chegou a subir 5,8% em área, mas a perda de 10% no rendimento médio por hectare impediu o ganho no volume colhido.

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