Manifestações contra o aumento do custo de vida na França terminaram em vandalismo e saques a estabelecimentos comerciais no sábado (17), na França. Lojas de grifes internacionais, como Louis Vuitton, Hermès e Hugo Boss, tiveram vitrines destruídas e mercadorias levadas durante os protestos que atingiram cidades como Paris, Lyon e Marselha. Comércios de eletrônicos, cosméticos, artigos esportivos e até padarias também foram alvos.
Motivação da crise e alvos dos atos
A onda de insatisfação é impulsionada principalmente pela alta dos preços de alimentos, combustíveis e energia, que tem comprometido o orçamento das famílias francesas. Os manifestantes também cobram melhorias na educação e criticam a atuação das forças policiais, especialmente após denúncias de violência contra estudantes durante mobilizações recentes.
Contraste econômico e cenário político
Os ataques a lojas de luxo chamaram a atenção pelo contraste entre a realidade econômica da população e os preços elevados dos produtos comercializados por essas marcas.
A tensão acontece em um momento considerado delicado para o governo de Emmanuel Macron. A França se prepara para as eleições presidenciais de 2027, quando o país escolherá um novo presidente, já que Macron não poderá concorrer a um terceiro mandato consecutivo.